Hillary Clinton elogia o compromisso do Paquistão contra o terrorismo

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em visita à Índia desde sexta-feira, cumprimentou neste domingo o compromisso assumido pelo Paquistão de lutar contra o terrorismo, acrescentando que os autores dos ataques islamitas de Mumbai no fim de 2008 devem ser levados à justiça.

AFP |

"Acreditamos que há um comprometimento em combater o terrorismo que se propaga por todo o governo (paquistanês)", declarou Hillary Clinton, em entrevista coletiva à imprensa em Nova Délhi.

"Constatamos uma evolução do compromisso, não somente do governo paquistanês, mas também do povo paquistanês, para reconhecer que o terrorismo em qualquer país que seja representa uma ameaça para este paíse", acrescentou a representante americana.

Os Estados Unidos fizeram do Paquistão seu aliado em sua "guerra contra o terrorismo" desde os atentados de 11 de setembro. Com o apoio de Washington, o exército paquistanês lançou nos últimos meses ofensivas contra os talibãs paquistaneses aliados à Al-Qaeda no noroeste do país, principalmente nas zonas tribais fronteiriças com o Afeganistão.

Sábado em Mumbai, Hillary Clinton pediu ao mundo que acabe com o terrorismo e prestou homenagem às vítimas dos atentados de 26 a 29 de novembro de 2008 contra a capital econômica indiana. Estes ataques deixaram mais de 170 mortos.

A Índia, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha atribuem estes ataques ao grupo islamita paquistanês Lashkar-e-Taïba, com -acusa Nova Délhi- a cumplicidade dos serviços de inteligência militares de Islamabad. Estes atentados provocaram o congelamento do trabalhoso processo de paz iniciado em janeiro de 2004 entre a Índia e o Paquistão.

Islamabad, que admitiu que o complô foi montando em parte em seu território, deteve os supostos responsáveis que devem ser julgados em breve.

"Evidentemente, estamos de olho nisso e esperamos que a justiça seja feita e que os que lançaram estes ataques horríveis em Mumbai um dia prestem contas", disse Hillary Clinton, mas sem mencionar o Paquistão.

"A Al-Qaeda, os talibãs e muitas outras organizações terroristas estão conectadas de uma forma que nos atrapalha profundamente, que atrapalha a Índia, mas também o Paquistão", concluiu a diplomata americana.

bur-nr/lm

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