Hillary Clinton elogia 'liderança internacional' do Brasil

Secretária de Estado se reuniu com chanceler brasileiro, Antonio Patriota, para acertar detalhes da visita de Obama ao Brasil

iG São Paulo |

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, enfatizou a crescente "liderança internacional" do Brasil, depois de uma reunião em Washington com o chanceler Antonio Patriota, para preparar a futura viagem do presidente Barack Obama ao país.

"Admiramos muito a crescente liderança mundial do Brasil", disse Hillary, depois de receber Patriota no Departamento de Estado. "Acreditamos que há muitas áreas nas quais o Brasil demonstrará sua liderança e queremos dar nosso apoio a esses esforços", completou.

AFP
Patriota esteve com Hillary no Departamento de Estado americano, nesta quarta-feira
Nos EUA, o chanceler brasileiro acerta detalhes para a visita do presidente americano, Barack Obama, ao Brasil, que iniciará sua primeira viagem à America do Sul e Central em 19 de março em Brasília, onde se reunirá com a presidente Dilma Rousseff, e um dia depois visitará o Rio de Janeiro. Depois do Brasil, ele segue para Chile e El Salvador.

Hillary falou das iniciativas para o desenvolvimento do Brasil, que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, mas a chefe da diplomacia americana não deu seu apoio às aspirações brasileiras de obter um assento fixo nesse organismo. "Esperamos ter um diálogo construtivo com o Brasil sobre esse tema durante a viagem de Obama e no futuro", limitou-se a dizer a secretária.

Patriota, por sua vez, disse esperar por mudanças. "Queremos ver os Estados Unidos fazerem parte de uma profunda reforma do Conselho de Segurança", disse o chanceler brasileiro.

Energia, comércio e gênero

Washington quer que a viagem de Obama sirva para "explorar vias adicionais" para impulsionar a "robusta relação" bilateral, com uma agenda que inclui desde temas globais como direitos humanos e segurança alimentar, até energia, comércio, luta contra a pobreza e igualdade de gênero.

Hillary e Patriota abordaram também o tema das manifestações a favor da democracia no mundo árabe, assim como o programa nuclear iraniano, que no passado causou divergências entre ambos os países.

A secretária de Estado americana, no entanto, fez questão de minimizar qualquer divergência com o Brasil em relação ao Irã. "Estamos todos buscando formas de influenciar o comportamento do regime iraniano".

Para o chanceler brasileiro, Washington “entende” a relação de proximidade do Brasil em relação ao Irã. Ele acrescentou ainda que Brasília busca "reduzir a desconfiança entre Irã e outros países".

*Com AFP

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