Hillary Clinton diz que continua na corrida eleitoral

Washington, 20 mai (EFE).- A senadora Hillary Clinton, que ganhou com folga as primárias democratas de Kentucky, afirmou hoje a seus eleitores que não abandonará a luta por sua candidatura à Casa Branca, já que, em votos populares, vence seu oponente, o também senador Barack Obama.

EFE |

"Temos que escolher o candidato que está em melhor posição para ganhar em novembro", disse Hillary em um discurso em Louisville, onde garantiu que não deixará a corrida eleitora, já que, quando todas as cédulas das prévias democratas forem contabilizadas, terá a maioria dos votos.

"Estamos ganhando o voto popular e estou mais decidida que nunca a continuar, até que todo o mundo vote e todos os votos sejam contados", acrescentou a senadora, em referência a Michigan e Flórida, estados cujas cédulas foram desconsideradas por terem antecipado a realização de suas primárias.

Em seu discurso, durante o qual esteve acompanhada por seu marido, Bill Clinton, e por sua filha, Chelsea, a ex-primeira-dama se mostrou satisfeita com a "grande vitória" obtida hoje, graças ao "arrasador voto de confiança" dado pelos democratas de Kentucky.

Nesse estado, que realizou primárias junto com o de Oregon, a senadora por Nova York tem, apurados 77% das cédulas, 65% dos votos, contra 31% dos ganhos por Obama.

"O que está em jogo é muito grande", lembrou Hillary, que diz ter mais chances de derrotar o republicano John McCain em novembro.

"Nosso partido tem uma decisão muito difícil a tomar. Tem que decidir quem está preparado para vencer nos estados que se mantêm indefinidos", disse a pré-candidata.

A ex-primeira-dama também declarou que a classe trabalhadora "nunca foi invisível" para ela.

"Passei minha vida inteira lutando por vocês", afirmou.

Em seu discurso, Hillary também fez menção ao senador Edward Kennedy, hospitalizado desde sábado por causa de um tumor cerebral e com quem, segundo disse, lutou "lado a lado para aumentar o salário mínimo e estender a cobertura médica a milhões de crianças". EFE pgp/sc

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