Hillary Clinton defende nova estratégia para a Coreia do Norte

Uma nova estratégia é necessária para a Coreia do Norte, onde uma guerra nos bastidores pelo poder parece estar freando as discussões sobre o desarmamento nuclear, considerou nesta quinta-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ao desembarcar em Seul, na Coreia do Sul.

Redação com AFP |

Reuters
Clinton e o embaixador americano na Coreia do Sul


As negociações de seis países, Coreia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, Rússia, China e Japão, "deram alguns resultados, disse Hillary.

"Mas ainda estamos diante da realidade de uma Coreia do Norte que não apenas possui várias armas nucleares como mostra pouca vontade de voltar para o caminho certo", acrescentou.

"Parte desta situação é atribuída à própria situação interna deles, sobre a qual vou conversar com os dirigentes sul-coreanos", acrescentou a secretária de Estado a jornalistas no avião que a levava à Coreia do Sul, um país aliado dos Estados Unidos.

"Penso que nosso objetivo é elaborar uma estratégia eficiente, capaz de influenciar a atitude dos norte-coreanos num momento em que a situação na direção do país está um tanto confusa", prosseguiu.

Ela sugeriu que a Coreia do Norte possa ter escolhido uma linha mais dura nas negociações sobre seu desarmamento nuclear por causa da luta travada nos bastidores para escolher o sucessor do número um mundial Kim Jong-Il, que teria sofrido um ataque em agosto passado.

Esta foi a primeira vez que a secretária de Estado americana mencionava a questão da sucessão como causa aparente do impasse nas discussões a seis visando ao desmantelamento das instalações atômicas norte-coreanas.

"Penso que é um período importante para a Coreia do Sul, que está preocupada com o que está acontecendo na Coreia do Norte, com o que poderia ser a sucessão, e com o que isso significa para ela", prosseguiu.

"A Coreia do Sul espera que nos esforcemos ao máximo para que a questão do desarmamento e da não proliferação nuclear seja recolocada sobre os trilhos", declarou Hillary.

O regime comunista norte-coreano, que efetuou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, está envolvido desde agosto de 2003 em árduas negociações com outros cinco países, e assinou em 2007 um acordo para o desmantelamento de suas instalações atômicas.

O ponto mais sensível destas negociações envolve as modalidades de verificação do desarmamento.

Nesta quinta-feira, pouco antes da chegada de Hillary Clinton a Seul, a Coreia do Norte se declarou "totalmente preparada" para uma guerra contra a Coreia do Sul.

As relações entre os dois países, oficialmente ainda em estado de guerra desde o conflito sangrento de 1950 a 1953, se deterioraram desde a chegada ao poder do presidente sul-coreano Lee Myung-Bak, em fevereiro de 2008.



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