A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, mencionou nesta quarta-feira o Brasil ao defender o direito ao aborto e a decisão do governo dos Estados Unidos de financiar campanhas de planejamento familiar no exterior.

"Visitei hospitais no Brasil onde a metade das mulheres tinha seu bebê com uma alegria entusiasta e a outra metade lutava pela própria vida após um aborto frustrado", disse Hillary Clinton na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

Hillary respondeu dessa maneira a uma pergunta do legislador republicano Christopher Smith, ferrenho opositor do aborto, sobre se o governo tentava influenciar países da África e da América Latina em matéria de contracepção.

"Consideramos o planejamento familiar uma parte muito importante da saúde das mulheres e a saúde da reprodução inclui o acesso ao aborto que, a meu ver, deve ser seguro, legal e inusual", afirmou.

O Departamento de Estado anunciou em março a decisão de destinar uma quantia de até 50 milhões de dólares ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em 2009, sua primeira contribuição em sete anos para essa instituição que financia, principalmente, campanhas em favor da contracepção.

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