Hillary Clinton chega ao México para tratar de segurança

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou nesta quarta-feira à Cidade do México, procedente de Washington, para iniciar uma visita oficial, cuja agenda será dominada pelo tema da segurança, em especial a violência do narcotráfico na fronteira, e pela futura visita do presidente Barack Obama, em abril.

AFP |

Hillary, que visita o México pela primeira vez como secretária de Estado, chegou pouco antes do meio-dia à capital, onde se reunirá, ainda hoje, com o presidente Felipe Calderón e com a chanceler Patricia Espinosa. Na quinta-feira, ela viajará para a cidade de Monterrey (norte).

Durante o voo, a secretária disse à imprensa que o governo americano buscará deter o fluxo de armas para os cartéis de drogas, com a estratégia anunciada ontem pela Casa Branca.

"Não são apenas armas, são óculos de visão noturna, são coletes à prova de bala (...). Pelo que sabemos, a maior parte, 90% (do armamento), vem do nosso país, vamos tentar detê-lo", disse Hillary.

A secretária garantiu que serão feitas inspeções mais severas de carros e trens, através dos mais de 3.000 km de fronteira comum, e prometeu acelerar seus esforços para entregar ao México uma série de equipamentos, incluindo helicópteros, previstos na Iniciativa Mérida, o programa comum de combate ao narcotráfico adotado durante o governo de George W. Bush.

Na terça, a Casa Branca anunciou que reforçará seu contingente na fronteira com o México, espalhando entre 300 e 400 agentes federais para lutar contra o crime organizado, e disse que criará um centro de inteligência regional do FBI.

A visita de Hillary acontece em meio a uma espiral de violência na fronteira comum, onde os cartéis da droga disputam as rotas para os Estados Unidos, o que levou o governo de Calderón a estacionar 8.500 soldados em Ciudad Juárez (norte), a mais violenta do país.

"Nossa insaciável demanda de drogas ilegais alimenta o comércio de drogas", disse a secretária, referindo-se ao consumo nos EUA, o maior mercado de cocaína do mundo.

Ontem, a chanceler Espinosa confirmou que a questão da segurança na fronteira ocupará um espaço central durante a visita. "É um dos temas mais relevantes na agenda binacional", declarou.

O primeiro compromisso de Hillary será um encontro privado com o presidente Calderón, seguido de um almoço de trabalho com a chanceler Patricia Espinosa, com quem dará uma entrevista coletiva. As duas também tratarão de detalhes da visita de Obama ao México, nos dias 16 e 17 de abril.

"As ações dos Estados Unidos são congruentes com a cooperação bilateral de combate ao crime organizado", disse a ministra Espinosa sobre o anúncio de Washington de que reforçará a segurança fronteiriça.

Desde o início de 2008, a violência ligada ao crime organizado provocou mais de 6.400 execuções, apesar da mobilização de mais de 36.000 agentes, principalmente na zona norte do país.

Na visita de Hillary, também serão abordados os temas de imigração, a Cúpula das Américas de Trinidad y Tobago e a reunião do G-20 em Londres.

A agenda da secretária inclui o encontro com um grupo de estudantes indígenas e a visita a um centro de controle policial, ambos na Cidade do México, além da visita a uma universidade e de uma reunião com empresários, em Monterrey.

lc/tt

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