Hillary Clinton apóia o Japão contra norte-coreanos

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, manifestou nesta terça-feira seu apoio ao Japão frente à Coreia do Norte.

AFP |

Além disso, convidou o chefe de Governo japonês, Taro Aso, a ser o primeiro dirigente estrangeiro a encontrar Barack Obama na Casa Branca.

Em sua primeira viagem oficial ao exterior, ela fez discursos de 'morde e assopra' direcionados ao regime comunista de Pyongyang, pedindo o fim de seu programa nuclear e mais atitude no caso dos japoneses sequestrados por seus serviços secretos.

Hillary Clinton insistiu no comprometimento dos EUA com o fim do programa nuclear da Coreia do Norte e a prevenção de qualquer proliferação. Ela também advertiu o regime comunista de Pyongyang de que um eventual teste de míssil de sua parte não contribuirá para avanços nas relações com Washington.

Mas Hillary Clinton também estendeu a mão, declarando que em troca de um desmantelamento total e verificável de suas instalações nucleares, os EUA ofereceriam a Pyongyang "uma chance de normalizar as relações, de chegar a um tratado de paz em vez de um armistício e prever uma ajuda ao povo da Coreia do Norte".

Nos termos de um acordo concluído em 2007 com os EUA, a China, a Rússia, o Japão e a Coreia do Sul, o regime comunista aceitou acabar com seu programa nuclear em troca de uma ajuda em energia.

Mas as discussões multilaterais foram bloqueadas quando no fim de 2008, após uma recusa da Coreia do Norte a autorizar as verificações do processo.

Preocupada em tranquilizar ous aliados japoneses, a chefe da diplomacia americana pediu ao regime norte-coreano que resolva as questões dos japoneses sequestrados nos anos 70 e 80 para formar espiões de língua japonesa.

"A questão dos reféns faz parte das discussões a seis porque este caso tem mais chances de avançar se for integrado a uma negociação global", afirmou Hillary Clinton.

O Japão se nega a fornecer ajuda em energia e normalizar suas relações com Pyongyang sem o avanço nesta questão, sensível no arquipélago.

Durante um encontro nesta terça-feira com Hillary, as famílias dos desaparecidos pediram ao governo americano que reconsiderem a decisão do ex-presidente George W. Bush de retirar a Coreia do Norte da lista negra dos EUA dos que apoiam o terrorismo.

A secretária de Estado convidou Aso para visitar, no dia 24 de fevereiro, a Casa Branca, onde ele será o primeiro dirigente estrangeiro a ser recebido pelo presidente Obama.

Segundo o ministro japonês das Relações Exteriores, Hirofumi Nakasone, este encontro permite às primeira e segunda economias mundiais de unir seus esforços contra a crise econômica.

Durante um debate com os estudantes da Universidade de Tóquio sobre a mudança climática, a ex-primeira-dama propôs que o Japão e os EUA ajudem à China a obter tecnologias modernas para lutar contra as emissões de CO2.

"A América está pronta a escutar novamente", disse.

Hillary Clinton teve na noite de segunda-feira um jantar de trabalho com o primeiro-ministro Aso e em seguida encontro o chefe da oposição centrista, Ichiro Ozawa.

Ela partirá quarta-feira para a Indonésia, segunda etapa de seu giro na Ásia, que a levará também à Coreia do Sul e à China.

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