Hillary Clinton adverte sobre consequências na ONU se Coreia do Norte testar míssil

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, advertiu nesta quarta-feira a Coreia do Norte sobre as consequências se o país realizar seu anunciado testes com míssil. Os Estados Unidos estão dispostos a recorrer às Nações Unidas.

AFP |

"Temos a intenção de levar adiante essa violação da resolução do Conselho de Segurança, se acontecer", disse Clinton em entrevista à imprensa na capital mexicana.

"A ação provocativa... não será ignorada e haverá consequencias".

A Coreia do Norte teria colocado um míssil de longo alcance numa rampa de lançamento, segundo um funcionário americano de alto escalão, confirmando a informação da imprensa japonesa.

O funcionário, que não quis ser identificado, disse acreditar que se trata de um míssil Taepodong 2, que teoricamente pode alcançar o Alasca (noroeste dos Estados Unidos).

A Coreia do Norte assegurou ter intenções de lançar um satélite entre 4 e 8 de abril.

O Conselho de Segurança japonês se reunirá nesta semana para se preparar para a eventual derrubada de um míssil norte-coreano caso sete constitua uma ameaça para o território japonês, anunciou nesta quarta o primeiro-ministro Taro Aso.

O regime comunista norte-coreano já provocou uma crise internacional em 1998 ao disparar um míssil de longo alcance do tipo Taepodong-1, que sobrevoou parte do Japão antes de cair no Oceano Pacífico.

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