Hillary Clinton abre as portas do diálogo a Birmânia e Coreia do Norte

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu nesta quarta-feira medidas de incentivo para Pyonyang em caso de desnuclearização irreversível, e abriu o caminho para investimentos americanos em Mianmar, mais conhecido como Birmânia, se a opositora Aung San Suu Kyi for libertada.

AFP |

"A desnuclearização total e irreversível é o único caminho viável para a Coreia do Norte", declarou Hillary depois de reuniões bilaterais com seus colegas de Japão, China, Coreia do Sul e Rússia, que participam das negociações internacionais sobre o programa nuclear de Pyongyang.

A Coreia do Norte deixou a mesa de negociações em abril passado depois de ter sido condenada pela ONU por um disparo de foguete. Desde então, o regime comunista efetuou um segundo teste nuclear e diversos tiros de mísseis e ameaçou nunca abrir mão de seu programa nuclear.

"Dissemos claramente aos norte-coreanos que se aceitarem um desmantelamento irreversível de suas instalações nucleares, os Estados Unidos, assim como seus aliados, promoverão medidas de estímulo, principalmente no que se refere à normalização das relações", disse Hillary Clinton à imprensa.

A secretária de Estado americana chegou nesta quarta-feira no balneário de Phuket, no sul da Tailândia, para participar, quinta-feira, do Fórum regional da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) sobre a segurança (ARF).

O ARF reúne os dez membros da Asean (Tailândia, Malásia, Cingapura, Indonésia, Filipinas, Brunei, Vietnã, Laos, Birmânia e Camboja) e 17 países ou blocos como a União Europeia (UE). Pyongyang enviou apenas uma delegação de diplomatas à Tailândia.

Coreia do Norte e Birmânia, dois países muito criticados pela comunidade internacional por suas repetidas violações dos direitos humanos, serão os principais assuntos discutidos no ARF. Hillary pediu novamente à junta militar de Mianmar a libertação da prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

A líder opositora foi detida em meados de maio por suposta violação de sua prisão domiciliar. Ela pode ser condenada a cinco anos de detenção.

Nesta quarta-feira, a ministra americana também se disse preocupada com uma eventual cooperação nuclear sob a forma de "transferência de tecnologia" entre os dois países.

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