Hillary chega ao Japão na 1ª escala de sua viagem asiática

TÓQUIO - Hillary Clinton chegou nesta segunda-feira a Tóquio em sua primeira visita oficial ao exterior desde que foi nomeada secretária de Estado americana, um sinal da importância que o governo de Barack Obama concede à aliança com o Japão.

EFE |

Hillary permanecerá no Japão três dias e posteriormente viajará para Indonésia, Coreia do Sul e China, turnê pela Ásia que permitirá apresentar em detalhes a posição do novo governo americano sobre o conflito nuclear norte-coreano e a crise econômica.


Hillary discursa após desembarcar no Japão / AP

A secretária americana chegou às 19h30 (7h30, horário de Brasília) a Tóquio, uma viagem com a qual quer demonstrar que o governo Obama está "pronto para escutar" seus parceiros, em contraste à posição adotada pelo governo de George W. Bush.

A escolha da Ásia como primeiro destino da nova secretária de Estado, ao invés dos tradicionais Oriente Médio e Europa, mostra a relevância que os Estados Unidos concedem a esta região do mundo, uma das mais atingidas pela crise mundial.

Hillary chega à Ásia em um momento no qual a economia da principal economia da região, a do Japão, acaba de confirmar que vive sua crise mais profunda desde o pós-guerra e em meio à ameaça de um lançamento de um míssil intercontinental pelo regime comunista da Coreia do Norte.

O programa nuclear norte-coreano é "a ameaça mais grave" para esta região do mundo, disse a chefe da diplomacia americana antes de viajar para Japão, Coreia do Sul e China, que participam das conversas de seis lados para a desnuclearização de Pyongyang.

O negociador americano para a Coreia do Norte Christopher Hill se reuniu hoje em Tóquio com seu colega japonês, Akitaka Saiki, encontro no qual ambos reafirmaram a necessidade de continuar pressionando a favor da desnuclearização com o governo Obama, informou a agência "Kyodo".

Agenda de Hillary

Embora vá permanecer três dias no Japão, a agenda oficial de Hillary Clinton se limita a um intenso programa na terça-feira, pois hoje não tem atividades públicas e na quarta-feira deixará Tóquio com destino a Jacarta.

Amanhã se reunirá com o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, e com o ministro de Assuntos Exteriores, Hirofume Nakasone, tomará o chá com a imperatriz Michiko no Palácio Imperial, se reunirá com o líder da oposição e conhecerá familiares dos japoneses sequestrados nos anos 70 e 80 pelo regime norte-coreano.

Este último compromisso é especialmente importante para as autoridades japonesas, que condicionam a normalização das relações com a Coreia do Norte ao fim dos sequestros.

Antes de deixar os EUA, Hillary expressou sua "grave preocupação" com os sequestrados japoneses, afirmou que continuará "pressionando" a favor deles e também pediu ao regime de Pyongyang que abandone seu programa nuclear "de forma verificável".

A viagem pela Ásia será uma oportunidade para conhecer de forma prática a posição do Governo Barack Obama em relação ao conflito nuclear do regime comunista norte-coreano, cuja solução buscou com afinco, sem alcançá-lo, George W. Bush.

Fontes oficiais japonesas também disseram que a mudança climática e a economia também serão parte da agenda de conversas.

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