Hillary chega ao Chile e promete ajuda

Santiago do Chile, 2 mar (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu hoje ao chegar a Santiago toda a ajuda necessária para que o Chile supere a tragédia causada pelo terremoto do sábado passado.

EFE |

"Estamos dispostos a ajudar seja como for. Assim comuniquei ao Governo, por meio da presidente (chilena, Michelle Bachelet) e também o direi ao presidente eleito (Sebastián Piñera)", disse Hillary depois de se encontrar com Bachelet em uma base aérea da capital chilena.

A chefe da diplomacia americana elogiou o fato de as equipes de resgate chilenas terem sido as primeiras a chegar a Porto Príncipe após o terremoto no Haiti e disse que, "agora, nós faremos o mesmo por vocês. E quando as últimas (equipes de resgate) forem embora, nós continuaremos aqui, como amigos do Chile", completou.

Bachelet agradeceu a secretária de Estado americana e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pelo "apoio, amizade e cooperação" do país.

"O povo chileno lhes será eternamente grato", afirmou.

Hillary destacou a "liderança" de Bachelet no manejo da crise causada pelo "devastador" terremoto de sábado.

"Sem dúvida devemos render uma homenagem à força do povo chileno, que demonstrou ter uma enorme coragem nesta situação", enfatizou a chefe da diplomacia americana.

"Os EUA estão dispostos a responder aos pedidos do Governo do Chile não só com sua solidariedade, mas com as provisões específicas necessárias para seu trabalho de reconstrução", disse Hillary.

Em seu avião oficial, a secretária de Estado americana trouxe 25 dos 60 telefones via satélite pedidos pelo Chile. Chegarão em breve oito instalações para tratamento de água, um hospital de campanha, helicópteros, fogões, equipamentos para diálise, geradores elétricos, remédios e pontes portáteis.

Diante da imprensa presente ao aeroporto de Santiago, Bachelet não confirmou a cifra de US$ 30 bilhões como balanço dos danos materiais causados pelo terremoto e disse que ainda é cedo para fazer um cálculo das perdas.

"Não tenho o valor exato de quanto vai custar a reconstrução, só posso dizer que será alto. Estamos ocupados agora em solucionar os problemas de curto prazo", esclareceu Bachelet, que estimou o número de desabrigados em dois milhões de pessoas e o de imóveis destruídos em 500 mil. EFE mf/bba

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