Hillary chega à RDC em viagem pela África

Kinshasa, 10 ago (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou hoje a Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), onde deve insistir no fortalecimento da democracia no país, que está em processo de reconstrução, após anos de guerra civil.

EFE |

Segundo um comunicado à imprensa da Embaixada dos Estados Unidos na RDC, Hillary deve pronunciar hoje uma conferência para estudantes de várias universidades do país e convidados especiais de diferentes setores da sociedade civil, durante a qual explicará a política da Casa Branca na África e no mundo.

Hillary irá amanhã à cidade de Goma, capital da província de Kivu Norte, no nordeste da RDC, onde se reunirá com o chefe de Estado do país, Joseph Kabila.

As conversas devem girar em torno de assuntos sociais e econômicos que afetam essa área da RDC e o resto da região dos Grandes Lagos.

Em Goma, a chefe da diplomacia americana se reunirá com vítimas de violações sexuais e outros abusos dos direitos humanos, cometidos tanto por tropas regulares do Exército quanto por membros dos diferentes grupos milicianos que combateram durante o conflito civil, que terminou em 2003, mas que seguem em disputa pela exploração dos recursos naturais da região.

Na semana passada, Hillary disse no Quênia, o primeiro dos sete países de sua primeira viagem africana como secretária de Estado, que sua planejada visita a Goma era para denunciar a "indescritível violência contra as mulheres e meninas no leste do Congo, o pior ato desumano do homem durante um conflito".

A visita de Hillary à RDC foi elogiada em Kinshasa como o primeiro sinal de um desejado fortalecimento das relações diplomáticas do país com a maior potência do mundo.

Segundo os analistas, o Governo de Kabila poderia negociar com Washington um fortalecimento da cooperação bilateral no âmbito militar, incluindo capacitação profissional e equipamento para as Forças Armadas e o estabelecimento neste país do Comando Militar Americano na África (Africom).

Entre outros assuntos que provavelmente serão discutidos, está o apoio que os Estados Unidos podem oferecer à RDC para colocar fim à exploração ilegal e saque dos recursos minerais no leste do país por empresas procedentes de países vizinhos, especialmente Ruanda, Uganda e Burundi, com os quais Kinshasa esteve em guerra.

O Ministro de Comunicação e Meios de Difusão congolês, Lambert Mende, que deu as boas-vindas a Hillary, ressaltou, em entrevista coletiva, que o saque dos recursos naturais é "a raiz de muitos conflitos nas províncias de Kivu Norte e Sul, e nas zonas divisórias" do leste congolês.

A RDC é a quarta etapa da viagem de 11 dias por sete países da África Subsaariana que Hillary começou na quinta-feira passada, no Quênia, passando depois pela África do Sul e Angola, e que a levará depois à Nigéria, Libéria e Cabo Verde, de onde voltará a Washington. EFE py/an

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