Hillary chega à Indonésia e mira relações no Sudeste Asiático

JACARTA - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou à Indonésia na quarta-feira, elogiando a transição democrática do país e ressaltando o desejo de Washington de ter relações mais fortes com a Indonésia, a fim de levar mudanças para Mianmar.

Reuters |

A visita de Hillary ao país muçulmano mais populoso do planeta representa os esforços de presidente dos EUA, Barack Obama, para construir melhores relações com o mundo islâmico, onde muitas das políticas de seu predecessor, George W. Bush, foram amplamente impopulares.

Depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Hillary disse que os dois países pretendem avançar em áreas como a luta contra o aquecimento global, a segurança e ações antiterrorismo.


Hillary faz nesta semana um giro pela Ásia / AP

"É exatamente o tipo de parceria abrangente que acreditamos que vá beneficiar tanto a democracia quanto o desenvolvimento", disse a secretária de Estado em uma coletiva conjunta, acrescentando que "não é por acaso" que a Indonésia ter sido escolhida como uma das paradas de sua turnê asiática.

A Indonésia é segunda parada de uma viagem a quatro países asiáticos -- ela já esteve no Japão e ainda visitará a China e a Coreia do Sul.

Hillary falou sobre a revisão da política norte-americana e em relação a Mianmar. Os Estados Unidos querem buscar maneiras de derrubar a junta militar do país.

Algumas manifestações de islâmicos radicais e estudantes que se opõem à visita de Hillary foram agendadas, mas esta parte da viagem de Hillary à Ásia deve correr bem, dadas as boas relações entre os dois governos e o orgulho do povo da Indonésia, onde Barack Obama morou por quatro anos, quando era criança.

"O povo da Indonésia tem uma grande simpatia por este novo governo e ele (Obama) gostaria de retribuir esta afeição", disse um representante de Hillary, durante o voo saindo do Japão.

Hillary quer apresentar a Indonésia como exemplo de país que fez uma transição para a democracia, depois de décadas de comando autoritário, disseram seus representantes.

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