Washington, 1 mai (EFE).- Hillary Clinton tem ampla vantagem sobre o republicano John McCain e desempenho ainda melhor contra seu rival na disputa pela candidatura republicana à Casa Branca Barack Obama em Ohio, Flórida e Pensilvânia, três estados considerados fundamentais para a definição do nome dos aspirantes ao pleito presidencial de 4 de novembro, segundo uma pesquisa publicada hoje.

A pesquisa da Universidade Quinnipiac (Connecticut), mostra também que se Obama fosse escolhido o candidato presidencial democrata travaria uma dura batalha com McCain para ganhar na Flórida e em Ohio, embora ganhasse na Pensilvânia.

Segundo o relatório, Hillary ganha de McCain por 49% a 41% na Flórida, por 48% a 38% em Ohio e por 51% a 37% na Pensilvânia.

McCain, enquanto isso, estaria praticamente empatado com Obama na Flórida (44% a 43%), e em Ohio, onde o republicano conseguiria 43% e o senador democrata, 42%. Na Pensilvânia, Obama obteria 47%, e McCain, 38%.

Além disso, a enquete mostra que Hillary tem vantagem entre a classe operária branca em Ohio e na Pensilvânia frente a McCain, e que está empatada com o senador na Flórida.

McCain, ao contrário, ganharia por uma margem considerável frente a Obama na Flórida, em Ohio e na Pensilvânia.

Esse grupo de eleitores de três estados é considerado também fundamental para a decisão nas urnas em 4 de novembro.

"Se os 'superdelegados' estão olhando para quem terá mais chance na eleição. Esses resultados poderiam ser uma injeção de ânimo para a senadora Clinton", disse Peter Brown, vice-diretor do Instituto de Pesquisas da Universidade Quinnipiac.

"Não há provas de que os problemas de Obama com a classe trabalhadora branca e democrata de Ohio e Pensilvânia tenha desaparecido", acrescentou Brown.

O analista comentou também que a idade de McCain é um problema "significativo", da mesma forma que seus vínculos com o atual presidente, George W. Bush.

Além disso, McCain aparece aos olhos dos entrevistados como o menos capaz de impulsionar a economia e promover mudanças.

As pesquisas foram realizadas de 23 a 29 de abril, com 1.411 pessoas entrevistadas na Flórida, onde a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Em Ohio, a margem de erro da enquete é de 2,9 pontos percentuais, e o número de entrevistados, 1.127.

Na Pensilvânia, participaram 1.494 eleitores, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais. EFE tb/fr

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