Hillary apela ao Governo brasileiro por guarda de filho de americano

NOVA YORK - A secretária de Estado americana , Hillary Clinton, anunciou nesta quarta-feira que interveio junto ao governo brasileiro em favor do americano David Goldman que reivindica a custódia de seu filho de oito anos que vive no Brasil com a família da mãe, mesmo após a morte dela.

Redação com EFE |

AP
Goldman (direita) em Brasília, em fevereiro

"Levei o caso ao nível mais alto do governo brasileiro", afirmou a chefe da diplomacia americana durante uma entrevista em Jerusalém à rede de televisão "NBC".

Goldman, morador de Nova Jersey, tenta recuperar o filho há quatro anos. A mãe do menino, Bruna Bianchi, o trouxe ao Brasil quando ele tinha quatro anos, sob a alegação de visitar a família por duas semanas, mas chegando aqui, anunciou a separação.

Até agora, a Justiça brasileira tem dado sua guarda ao advogado João Paulo Lins e Silva, 34, com quem Bruna era casada, até morrer durante o parto do filho que teria com ele, em agosto do ano passado.

João Paulo, da tradicional família de advogados de Evandro Lins e Silva (1912-2002) e de Técio Lins e Silva, membro do Conselho Nacional de Justiça, defendeu Bruna no processo pela guarda do filho antes de se casar com ela.

Em Nova Jersey, um tribunal americano emitiu sentença contrária à da Justiça brasileira, dando a guarda a Goldman, quando Bruna ainda estava viva, mas ela permaneceu no Brasil enquanto viveu, não precisando, portanto, acatar esta decisão.

Hillary disse nesta quarta que confia na resolução deste caso e acrescentou que Goldman, "com base em todas as leis internacionais sobre adoção, seguiu as regras" para reivindicar o retorno de seu filho.

"Um filho pertence à sua família. Não há razão alguma para que David Goldman não recupere seu filho, e confiamos em que isso se resolva muito em breve. É óbvio que, se não for assim, continuaremos falando com o governo brasileiro", acrescentou em outro momento da entrevista transmitida pelo programa "Today".

Ela ponderou, no entanto, que o Brasil tem um sistema judiciário independente, da mesma forma que os Estados Unidos, e que a decisão final sobre este caso cabe, portanto, à Justiça brasileira, na qual o americano continua recorrendo pela guarda do filho.

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