Hillary anuncia volta de diálogo no Oriente Médio

Em declarações à imprensa, secretária de Estado americana afirma que Israel e palestinos retomarão conversas de paz em breve

iG São Paulo |

AP
Hillary Clinton discursa durante encontro da Comissão Judaica-Americana (AJC) (29/04)
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta sexta-feira a retomada do diálogo entre israelenses e palestinos, congelado desde março devido a conflitos sobre assentamentos de Israel em Jerusalém Oriental.

Em declarações à imprensa, Hillary assegurou que "a retomada do diálogo é algo imprescindível. Vamos retomar as conversas indiretas na próxima semana".

George Mitchell, enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, irá viajar para a região com o objetivo de mediar as discussões. Por enquanto, as conversações serão feitas de forma indireta, com o enviado dos EUA se reunindo com um lado de cada vez. Ainda não há qualquer rodada de conversa agendada onde israelenses e palestinos se encontrem na mesma mesa.

Segundo informações do correspondente do iG em Israel, Nahum Sirotsky , caso o esforço de paz lançado atualmente pelos EUA não produzir resultados até setembro, Obama deve convocar uma conferência internacional sobre o assunto com a participação de Estados Unidos, Rússia, ONU e Europa. A reunião de cúpula de chefes de Estado teria como objetivo a criação de um Estado palestino com fronteiras definitivas, a solução para a questão dos refugiados e a definição do status político de Jerusalém.

Pedido de esforço

Na última quinta-feira, Hillary pediu aos países árabes mais esforços em favor da paz entre israelenses e palestinos. "Devem dar passos específicos que provem a israelenses, palestinos e a seus próprios povos que a paz é possível e que haverá benefícios tangíveis se for concretizada", disse Clinton à Comissão Judaica-Americana (AJC), um grupo de pressão pró-israelense.

Quanto a Israel, deve "fazer sua parte, respeitar as aspirações legítimas dos palestinos, acabar com a colonização dos territórios ocupados, responder às necessidades humanitárias dos habitantes de Gaza e ajudar a Autoridade Palestina a construir as instituições necessárias para consolidar um Estado", destacou Clinton.

* Com informações de Nahum Sirotsky, correspondente do iG em Israel

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