Hillary alerta Coreia do Norte sobre ataque a navio

Departamento de Estado americano diz que país sofrerá "consequências" por torpedear navio sul-coreano

iG São Paulo |

AFP
Hillary Clinton esteve nesta sexta-feira no Japão
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, "condenou enfaticamente" o ataque da Coreia do Norte que afundou um navio de guerra sul-coreano durante uma rápida visita a Tóquio.

"Acho que é importante enviar uma mensagem clara à Coreia do Norte que ações provocativas têm consequências. Não podemos permitir que este ataque à Coreia do Sul fique sem resposta da comunicade comunidadeinternacional", disse Hillary. "Vamos determinar nossas melhores opções e enviar uma mensagem clara, inequívoca à Coreia do Norte sobre as preocupações da comunidade internacional e, mais especificamente, de seus vizinhos, sobre seu comportamento", completou.

Hillary, no entanto, preferiu não antecipar qual seria essa "forte resposta internacional" até consultar Pequim, que vê a situação como um problema entre as duas Coreias, e Seul, que parece inclinada a levar o conflito ao Conselho de Segurança da ONU.

Washington e Tóquio se mostraram nesta sexta-feira unidos contra Pyongyang ao início de uma viagem de Hillary pela Ásia, o que coincide com um aumento da tensão na península coreana e com uma crescente contestação na ilha de Okinawa (Japão) contra as tropas dos Estados Unidos.

Tensão na Ásia

A Coreia do Sul acusou formalmente a Coreia Norte na quinta-feira de torpedear um de seus navios de guerra, elevando as tensões numa região economicamente poderosa e testando a posição internacional da China, único apoiador de Pyongyang.

Reuters
Militar sul-coreano exibe parte de torpedo supostamente lançado pela Coreia do Norte

Um relatório de investigadores, incluindo especialistas de Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha e Suécia, concluiu que um submarino norte-coreano disparou o torpedo que afundou a corveta Cheonan em março, matando 46 marinheiros. "Não há outra explicação plausível", afirma o documento.

Seul disse após reunião de segurança de emergência nesta sexta-feira que vai responder com prudência ao episódio, mas Pyongyang alertou que a Península Coreana está sendo levada para a guerra.

China pede diálogo

A China qualificou como "um infeliz incidente" o afundamento do navio de guerra sul-coreano e expressou que espera o fato se resolva mediante o diálogo entre as duas partes.

"Trata-se de um infeliz incidente, e esperamos que se resolva, em nome da paz e da estabilidade da região", destacou em entrevista coletiva o vice-ministro de Assuntos Exteriores Cui Tiankai, que não citou uma possível mediação da China - principal aliada da Coreia do Norte - para resolver o possível conflito.

Cui assegurou que a China já mostrou anteriormente sua preocupação com o assunto, expressando condolências aos líderes da Coreia do Sul por intermédio de seu presidente, Hu Jintao, e do ministro de Assuntos Exteriores, Yang Jiechi, em seus encontros com autoridades sul-coreanas durante as últimas semanas.

Naufrágio em abril

A embarcação militar Cheonan naufragou perto de um trecho de fronteira marítima disputada entre as duas Coreias.

Mesmo com a culpa atribuída a Pyongyang, há pouco que Seul possa fazer, segundo analistas, porque uma reação militar poderia prejudicar a rápida recuperação econômica sul-coreana, além de fortalecer internamente o regime comunista norte-americano.

A reclusa Coreia do Norte negou envolvimento com o naufrágio na costa oeste da península, cenário de duas letais batalhas navais na última década.

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