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Hillary alerta Coreia do Norte sobre atitudes provocativas

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta quinta-feira que as relações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos não poderão melhorar antes que o Pyongyang retome o diálogo com a Coreia do Sul e abandone suas ambições nucleares. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa que Hillary concedeu em Seul, capital da Coreia do Sul, como parte de sua visita oficial ao país asiático.

BBC Brasil |

"A Coreia do Norte não conseguirá ter uma relação diferente com os Estados Unidos enquanto continuar insultando e se recusando a dialogar com a República da Coreia (do Sul). Nós pedimos ao governo da Coreia do Norte que se abstenha da inútil e provocativa guerra de palavras que tem feito", disse.

Hillary afirmou ainda que a Coreia do Norte deve manter seu compromisso de desmantelar seu programa nuclear e reforçou a importância da retomada das negociações "de seis partes" sobre a questão (que envolvem EUA, Rússia, Coreias do Norte e do Sul, China e Japão).

"As conquistas da República da Coreia (do Sul) em democracia e prosperidade têm um enorme contraste com a tirania e a pobreza do outro lado da fronteira norte", disse a secretária de Estado.

AP

Hillary Clinton durante encontro com o presidente da Coreia do Sul

A viagem de Hillary à região acontece em um momento em que crescem as especulações de que Pyongyang estaria planejando um teste com um míssil de longo-alcance.

Há também muitas dúvidas a respeito do estado de saúde do líder norte-coreano, Kim Jong-il, depois que foram divulgadas notícias de que ele poderia ter sofrido um derrame no ano passado.

Diplomatas ocidentais temem que a eventual morte de Kim, que não designou seu sucessor, e uma disputa para substituí-lo possam aumentar as tensões na península coreana.

Quando perguntada sobre as especulações sobre os testes de mísseis que estariam sendo planejados por Pyongyang, Hillary afirmou que qualquer atitude do tipo seria considerada uma "provocação" pelos EUA.

"Nós não comentamos questões de inteligência, mas está claro pela resolução 1718 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que a Coreia do Norte deve suspender todas as atividades relacionas ao seu programa balístico".

A correspondente da BBC Kim Ghattas, em Seul, afirma que as declarações de Hillary sinalizam que o governo do presidente Barack Obama pode estar disposto a usar novas estratégias em relação a Pyongyang, mas que "não haverá uma abrandamento no tom".

Horas antes da chegada de Hillary em Seul, o governo da Coreia do Norte divulgou um comunicado onde afirmou que suas tropas estão "prontas para a guerra" com o vizinho do sul.

Segundo Kim Ghattas, as ameaças de Pyongyang podem ser interpretadas como uma tentativa de chamar a atenção do governo Obama e de barganhar posições se as negociações forem retomadas.

Também durante a visita, Hillary anunciou o nome do ex-embaixador Stephen Bosworth como o novo enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte.

Bosworth foi embaixador dos EUA na Coreia do Sul entre 1997 e 2000 e vai atuar como o enviado americano nas negociações sobre a península.

"O embaixador Bosworth será o nosso mais importante diplomata para assuntos sobre a Coreia do Norte. O comportamento deste país representa um grande desafio para os EUA, a região e o mundo", disse Hillary

Nesta sexta-feira, Hillary desembarca em Pequim, na China, como parte final de seu visita oficial à Ásia, que também incluiu Japão e Indonésia.

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