Washington, 15 jan (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, agradeceu hoje a Cuba por ter autorizado a passagem de aviões americanos por seu espaço aéreo em missões para retirar os desabrigados e levar socorro ao Haiti.

"Agradecemos muito a Cuba por ter aberto seu espaço aéreo para voos de emergência e evacuação sanitária", disse Hillary, em entrevista coletiva na qual anunciou que amanhã viajará para Haiti, quatro dias depois do terremoto de 7 graus da escala Richter que devastou o país.

Hillary que viajará junto com o administrador da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Rajiv Sah, acrescentou que os Estados Unidos dará as boas-vindas "a qualquer outra ação que o Governo de Cuba possa tomar em apoio da missão internacional de resgate e recuperação no Haiti".

Washington acredita que esta autorização reduzirá em 90 minutos os voos a partir da base naval americana em Guantánamo até Flórida, para onde estão sendo levados alguns feridos.

Entre os Estados Unidos e Cuba já existia um acordo de permissão para sobrevoar o espaço aéreo cubano em casos de emergência médica.

"Coordenamos com o Governo cubano a autorização para realizar voos de evacuação médica da base naval americano da bahia de Guantánamo para a Miami (Flórida) por meio do espaço aéreo cubano economizando 90 minutos no voo", disse um porta-voz da Casa Branca, Tommy Vietor.

Segundo o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley, sete feridos americanos foram levados à base de Guantánamo.

Além disso, os Estados Unidos evacuaram ontem mais de 300 pessoas do Haiti, a maioria dos quais foram levados à República Dominicana.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, elevou hoje para 17 o número de brasileiros mortos no país - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa (da ONU) e de outro brasileiro não identificado -, segundo informações da "Agência Brasil".

Desse total, 14 são militares e foram confirmados pelo Exército brasileiro como integrantes da Força de Estabilização do Haiti (Minustah).

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE elv/dm

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