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Hillary adverte a Irã de fortes sanções se não colaborar

Washington, 22 abr (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reiterou hoje a vontade do Governo americano de dialogar com o Irã, mas também advertiu de fortes sanções se rejeitar o esforço diplomático e não renunciar a seus planos nucleares.

EFE |

Em seu comparecimento diante do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes, Hillary explicou que os Estados Unidos estão "aplicando novos enfoques" para abordar a "ameaça representada pelo Irã", mas esta nova estratégia será implementada "com os olhos muito abertos e sem ilusões".

Neste contexto, disse, o Governo chegou à conclusão de que "a implicação terá mais êxito" se seus parceiros entenderem que têm que trabalhar conjuntamente e apoiar os esforços dos EUA, "incluindo (no que se refere a) sanções mais fortes".

Hillary considera que o fato de que Estados Unidos tenham decidido se envolver com o Irã e participar plenamente nas negociações do grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha para que abandone seus planos nucleares lhe dá "mais influência com outras nações" nas conversas.

A disponibilidade dos EUA para iniciar um diálogo direto com o Irã e o convite que fez ao Governo iraniano para a recente conferência internacional de doadores no Afeganistão "aumenta ainda mais nossa capacidade para pedir mais a outras nações", afirmou.

A nova estratégia de Washington em relação ao Irã coloca o Governo do presidente americano, Barack Obama, em uma melhor posição internacional, disse Hillary.

A chefe da diplomacia americana reiterou que os EUA, dentro do grupo de negociação, aplica uma política de "dupla via" sobre o Irã, com incentivos e também com sanções, se for necessário.

"Estamos mais que dispostos a colocar pontes ao Irã para discutir um amplo leque de temas, assumindo que eles estão dispostos a corresponder", disse Hillary.

Neste contexto, lembrou as palavras de Obama, que disse que está disposto a estender a mão ao Irã se o Governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, abrir "primeiro" o punho.

Apesar desta disposição, os EUA também estão "preparando o terreno" para sanções "muito fortes" que, disse, "poderiam ser necessárias caso nossos esforços fossem rechaçados, o processo não prosperasse ou não tivessem êxito".

Hillary disse que o Governo Obama considera "imprescindível evitar que o Irã obtenha armas nucleares". EFE cae/an

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