Tóquio, 3 dez (EFE).- O negociador americano Christopher Hill disse hoje que não prevê grandes mudanças no diálogo multilateral para a desnuclearização da Coréia do Norte após a posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos.

"Não posso falar pelo presidente eleito Obama, porque acho que ainda não se manifestou sobre esta questão, mas não tenho motivos para esperar grandes mudanças", disse Hill à agência japonesa "Kyodo".

O negociador do tema nuclear acrescentou que não está "tão preocupado" sobre o estabelecimento da Coréia do Norte de um compromisso por escrito que permita a verificação das instalações nucleares do regime comunista.

"O que me preocupa é o atual processo de verificação, para não ter desacordos nos quais os norte-coreanos digam: 'não, nunca chegamos a um acordo sobre isso'", disse Hill.

Hill se reuniu hoje, em Tóquio, com o enviado japonês Akitaka Saiki e o sul-coreano Kim Sook.

Durante o encontro, os três decidiram que pedirão à Coréia do Norte a se comprometer por escrito com a coleta de amostras em suas instalações nucleares durante a próxima rodada do diálogo.

"Faremos esforços para colocar (o acordo) por escrito durante a próxima sessão do diálogo", disse Saiki, citado pela "Kyodo".

Os três se reuniram antes de Hill se encontrar amanhã, em Cingapura, com o vice-ministro de Assuntos Exteriores norte-coreano, Kim Kye Gwan, para falar sobre o processo de desnuclearização da Coréia do Norte.

O diálogo nuclear entre EUA e Coréia do Norte foi prejudicado recentemente pelo desacordo a respeito da coleta de amostras das instalações atômicas norte-coreanas.

Esta coleta de amostras faz parte do processo de verificação da declaração nuclear que a Coréia do Norte ofereceu aos países do diálogo multilateral, em junho.

Coréia do Norte e EUA fazem parte do diálogo multilateral para a desnuclearização do regime comunista, junto com Japão, China, Coréia do Sul e Rússia.

Espera-se que as conversas entre os países do processo sejam retomadas a partir da próxima segunda-feira, em Pequim, após a última reunião, realizada em julho. EFE icr/an

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