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Hezbollah toma oeste de Beirute e maioria denuncia golpe de Estado

O partido libanês xiita Hezbollah expulsou nesta sexta-feira seus rivais sunitas de bairros inteiros de Beirute após 48 horas de combates sangrentos, num momento em que a oposição libanesa exige a abertura de um diálogo nacional. Nahum Sirotsky: http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/09/no_libano_infeliz_decide_se_a_paz_no_oriente_medio_1304354.htmlNhttp://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2008/05/09/no_libano_infeliz_decide_se_a_paz_no_oriente_medio_1304354.htmlo Líbano infeliz, decide-se a paz no Oriente Médio http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/05/09/intensos_combates_em_beirute_deixam_11_mortos_e_aumentam_forca_do_hezbollah_1304680.htmlCombates em Beirute deixam 11 mortos e aumentam força do Hezbollah

Redação com agências internacionais |

A maioria acusa o Hezbollah de voltar suas armas contra a população libanesa para realizar um golpe de Estado.

Dois partidários da oposição morreram nesta sexta-feira em enfrentamentos em Khaldé, ao sul de Beirute, informou à AFP uma fonte dos serviços de segurança libaneses.

Dois civis - duas mulheres - também foram mortas durante confrontos nas cidades de Saida (sul) e Bar Elias.

"Não estamos aplicando um golpe de Estado", garantiu um dirigente da oposição, que não quis ser identificado. "Tudo isso é ligado às decisões do governo" de investigar a rede de comunicações do Hezbollah e afastar o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, apresentado como um simpatizante do movimento xiita.

"Estamos sugerindo uma parceria, e eles querem monopolizar o poder e limitar nossa participação" do processo decisório, denunciou.

A maioria, por sua vez, acusou o Hezbollah de ter voltado contra os libaneses armas destinadas a lutar contra Israel.

"O Hezbollah utilizou suas armas para aplicar um golpe de Estado. Disse que suas armas eram para a resistência, mas mostrou claramente que são na verdade para realizar um golpe de Estado", declarou em Paris o ex-presidente libanês Amin Gemayel.

O Hezbollah é a única formação libanesa a não ter se desarmado após o fim da guerra civil (1975-1990).

Cessar-fogo

Os combates cessaram na tarde desta sexta-feira em Beirute.

"Não há mais confrontos já que ninguém enfrenta os combatentes da oposição" liderada pelo Hezbollah e apoiada pela Síria e pelo Irã, declarou um responsável pela segurança libanês, que não quis ser identificado.

AFP
AFP
Integrante do Hezbollah sorri após grupo tomar ruas de Beirute
Membros do Hezbollah festejaram atirarando para o alto em alguns bairros do oeste de Beirute, de onde expulsaram os partidários sunitas de Saad Hariri, um dos líderes da maioria parlamentar anti-síria.

O Exército libanês, que não interveio nos combates, estava nesta sexta-feira patrulhando a cidade. Segundo um porta-voz, o papel dos soldados é "proteger o governo, o Banco Central e os arredores das residências de Hariri e Walid Jumblatt", outro líder da maioria, em Beirute.

O caminho do aeroporto internacional, bloqueado pela oposição desde quarta-feira, continuava inacessível na noite desta sexta-feira.

A oposição libanesa não suspenderá os bloqueios de estradas e o cerco ao aeroporto até que o governo não volte atrás em suas decisões contra o movimento Hezbollah, declarou um líder da oposição à AFP.

Segundo um representante do aeroporto, todos os vôos de hoje foram cancelados.

Centenas de pessoas, entre elas vários estrangeiros, se amontoavam nesta sexta-feira em dois pontos de passagem da fronteira com a Síria para sair do país.

Repercussão internacional

O presidente sírio, Bachar al-Assad, qualificou a crise de "assunto interno libanês". Já a Arábia Saudita e o Egito, aliados do governo libanês, pediram uma reunião árabe ministerial de emergência.

A Casa Branca se declarou "muito preocupada" com a atuação do Hezbollah, e conclamou o Irã e a Síria a pararem de apoiar a organização radical xiita e de tentar "desestabilizar" o país.

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice reafirmou nesta sexta-feira o compromisso dos Estados Unidos em apoiar o primeiro-ministro do Líbano e disse que Washington fornecerá "todo o apoio que precisar".

AFP
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Exército libanês tenta controlar conflitos nas ruas de Beirute
A União Européia, por sua vez, reiterou nesta sexta-feira seu "pleno apoio" ao primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, e lançou um apelo ao diálogo para resolver a crise.

Entenda a crise no Líbano

O Hezbollah levou seus militantes às ruas na quarta-feira, ampliando a pressão sobre o governo, que havia qualificado como ilegal a rede de comunicações do grupo xiita e demitido o chefe de segurança do aeroporto local, que era ligado à facção.

Em retaliação, seguidores do Hezbollah e de seus aliados montaram barricadas em avenidas importantes e na estrada que leva ao aeroporto, paralisando grande parte da capital.

Os combates em Beirute, que já deixaram 15 mortos, começaram minutos depois de o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, aparecer na TV acusando o governo libanês de declarar guerra ao seu movimento - criado para resistir a Israel. Ele disse que enquanto o governo não revogar a decisão, tomada na segunda-feira, de fechar a rede de comunicação do Hezbollah, a crise vai continuar.

O governo até agora tem se recusado a voltar atrás, mas o líder sunita Saad Hariri disse que a reação do Hezbollah foi fruto de um "mal-entendido" e ofereceu a realização imediata de negociações para resolver a situação.

Ele fez um apelo a Nasrallah, pedindo que ele aceitasse a oferta para "salvar o Líbano do inferno".

Mas o canal de TV do Hezbollah disse que a oferta foi rejeitada e que a única solução aceitável seria o recuo do governo.

O fato é que, com os combates se espalhando pelas ruas da capital, muito temem estar presenciando o início de uma nova guerra civil no país.

O Exército libanês alertou que sua própria unidade poderia estar em risco, caso não haja um entendimento entre as partes envolvidas na crise.

(*Com informações das agências EFE, AFP, Reuters e BBC)

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