Hezbollah não quer outra guerra com Israel, diz ministro libanês

O Líbano não quer voltar a entrar em guerra com Israel e o Hezbollah xiita está de acordo com esta posição, afirmou nesta segunda-feira o ministro libanês da Informação, Tarek Mitri.

AFP |

Segundo ele, o governo libanês já enfatizou a importânica da união entre libaneses e a estabilidade. "O Hezbolah está de acordo com esta posição Não ouvimos seu ministro dizer o contrário", prosseguiu.

Até o momento, o Hezbollah, que, como o Hamas, promove a luta contra Israel e é considerado por Washington uma organização terrorista, multiplicou seus discursos de apoio ao movimento palestino, apesar de não mencionar qualquer apoio militar.

O líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, no entanto, chegou a afirmar no sábado que o Hamas e as outras facções de "resistência" palestinas têm que infligir "o maior número possível de perdas" ao Exército israelense, que lançou uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza.

"Nossos irmãos da resistência na Palestina sabem que ganharão a batalha infligindo o maior número possível de perdas ao inimigo israelense durante o confronto terrestre", declarou Nasrallah em um discurso divulgado em telões diante de milhares de pessoas na periferia sul de Beirute.

Por outro lado, o diretor do serviço de inteligência militar israelense, Amos Yadlin, advertiu para a possibilidade de um ataque do Hezbollah na fronteira Israel-Líbano, informou a rádio militar nesta segunda-feira.

De acordo com Yadlin, citado pela emissora, a milícia xiita libanesa poderia utilizar como pretexto a ofensiva militar israelense iniciada em 27 de dezembro contra o Hamas na Faixa de Gaza para abrir "uma segunda frente".

Israel decidiu mobilizar dezenas de milhares de reservistas e os oficiais podem, em parte, ser deslocados para a defesa da fronteira norte do país no caso de ataque do Hezbollah.

Ainda de acordo com a rádio, autoridades militares israelenses descartaram a possibilidade de uma provocação direta do Hezbollah, mas consideram que organizações armadas palestinas presentes no Líbano podem entrar em ação.

ChW/cn

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