Ras Nakura (Líbano) - O grupo xiita libanês Hezbollah confirmou nesta quarta-feira que os dois soldados israelenses que capturou em 2006 e que entregou hoje a Israel estão mortos, segundo um porta-voz desta organização, Rafik Safa.

A organização mostrou dois caixões negros nos quais se encontram os restos dos militares Ehud Goldwasser e Eldad Regev.

Os corpos dos dois israelenses foram retirados de um veículo negro que fazia parte do comboio de quatro que os conduziu de um local desconhecido até Ras Nakura.

Safa disse à imprensa que a primeira fase da troca terminou e que agora é esperada a libertação dos cinco libaneses.

EFE
Restos foram entregues em caixões negros
As análises de DNA dos corpos confirmaram que eles correspondem aos soldados israelenses Ehud Goldwasser e Eldad Regev, informou hoje a emissora de TV "Al-Manar", órgão do grupo xiita.

Com a confirmação da identidade dos corpos, espera-se que em 20 minutos o Comitê Internacional da Cruz Vermelha entregue ao Líbano os cinco presos que Israel aceitou trocar pelos restos dos dois militares.

Segundo a emissora de TV libanesa "LBC", o Hezbollah espera ainda um relatório israelense sobre outros dois libaneses, Yahya Skaf e Mohamad Farran, cujo paradeiro e estado são desconhecidos.

Junto à passagem fronteiriça de Ras Nakura se encontram dezenas de milicianos do Hezbollah, vestidos de negro, e centenas de libaneses e palestinos que esperam pelos presos que serão libertados, entre eles Samir Kantar, em poder de Israel desde 1979.

Várias pessoas do lado libanês da fronteira carregam cartazes com mensagens como "Humilhação garantida para Olmert" e "Liberdade graças a Nasrallah", em alusão ao primeiro-ministro israelense e ao líder do Hezbollah, respectivamente.

EFE/Olivier Fitoussi
Cruz Vermelha intermedia a troca de presos
Dois helicópteros com personalidades libanesas chegaram à fronteira com o Estado judeu, e um deles levará os presos libertados ao aeroporto de Beirute.

Em comunicado, o ministro da Defesa libanês, Elias Murr, felicitou "os libaneses em geral e a resistência", liderada pelo Hezbollah, especialmente pela libertação dos detidos nas prisões israelenses.

"Hoje é um dia de vitória para a unidade do povo, do Exército e da resistência", assinalou o ministro.

Murr afirmou ainda que a libertação dos detidos preservará a unidade do Líbano, apoiará o presidente Michel Suleiman e o Exército, e fortalecerá a democracia, a liberdade e a soberania.

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