Hezbollah e aliados vão derrubar governo no Líbano

Após fracasso da Síria e Arábia Saudita em obter pacto sobre tribunal que investiga morte de Hariri, 11 ministros devem renunciar

Reuters |

s ministros do Hezbollah e de partidos aliados vão renunciar nesta quarta-feira, forçando a queda do governo do primeiro-ministro Saad al Hariri, afirmam fontes políticas.

"A declaração de renúncia foi escrita e será anunciada às 16h30 (12h30 em Brasília)", disse uma alta fonte política, pedindo anonimato. Devem deixar o cargo 11 ministros, o que automaticamente derrubará o governo, disse a fonte.

Políticos libaneses disseram na terça-feira que a Síria e a Arábia Saudita foram incapazes de forjar um acordo político a respeito do tribunal da ONU que deve julgar os suspeitos pelo assassinato do ex-premiê Rafik Hariri, pai do atual primeiro-ministro. O crime ocorreu em 2005.

Discordâncias sobre a investigação paralisaram o governo de coalizão e desencadearam temores de um conflito sectário no país.

Membros do Hezbollah devem ser indiciados pela morte de Hariri, mas o grupo xiita nega qualquer envolvimento e diz que o tribunal da ONU é um "projeto israelense". Saad al Hariri, no entanto, resiste à pressão para rejeitar as conclusões do tribunal.

Hariri está nos EUA e, na hora prevista para a renúncia dos ministros, deve estar em reunião com o presidente americano, Barack Obama.

O ministro cristão Gebran Bassil, aliado do Hezbollah, disse que Hariri rejeitou as exigências de convocar uma sessão de emergência do gabinete para discutir a hipótese, pleiteada pelo Hezbollah, de que o Líbano pare de cooperar com o tribunal especial. "O período de graça terminou, e o estágio de espera que vivemos sem resultado terminou", disse.

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