Hezbollah denuncia projeto israelense de museu em um cemitério

O Hezbollah libanês criticou violentamente neste domingo o projeto israelense de construir um museu da tolerância entre os povos num cemitério muçulmano em Jerusalém Ocidental.

AFP |

O movimento xiita manifestou, em um comunicado, sua "firme condenação da profanação de um cemitério muçulmano histórico na Jerusalém ocupada, autorizada pelo inimigo (israelense), que permitiu uma empresa americana construir um museu no local".

O movimento xiita lançou um apelo aos países árabes, muçulmanos e à comunidade internacional para que vetem estas práticas "racistas e desumanas", dizendo que Israel não tem direito de "mudar a identidade palestina da Cidade Santa".

A Suprema Corte de Israel decidiu quarta-feira autorizar a continuação das obras no local, depois de ter ordenado seu congelamento em 2006 para examinar seus recursos.

O museu, que deve custar 150 milhões de dólares, deve ser concebido pelo grande arquiteto americano Frank O. Gehry, e está destinado a "promover a tolerância entre os povos".

O mufti palestino de Jerusalém, o xeque Mohammad Hussein, denunciou "uma decisão grave" da Suprema Corte israelense, que "atenta contra os lugares santos muçulmanos e faz parte de um plano para tornar mais judaica a cidade de Jerusalém e acabar com seu caráter árabe e muçulmano".

ra/lm

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