Hezbollah afirma que vai conservar as armas

BEIRUTE - O movimento xiita libanês Hezbollah advertiu nesta segunda-feira a maioria parlamentar respaldada pelo Ocidente, que venceu as eleições legislativas de domingo, que o desarmamento de sua milícia é um tema que não será negociado.

Redação com agências internacionais |

"A maioria tem que se comprometer com o fato de que a 'resistência' é um tema que não se negocia, que suas armas são legítimas e a considerar Israel como um inimigo", afirmou o deputado do Hezbollah Mohamad Raad.

O deputado reagiu assim ao anúncio da vitória da coalizão respaldada por Washington e Riad que, segundo os resultados preliminares das legislativas de domingo, obteve 71 cadeiras das 128 do Parlamento libanês. A minoria liderada pelo partido xiita conseguiu eleger 57 deputados.

O ministro israelense dos Transportes, Israel Katz, havia declarado que o Hezbollah deveria ser desarmado após sua derrota eleitoral. Várias resoluções da ONU pediram nos últimos anos o desarmamento de todas as facções no Líbano.

Vitória do "14 de Maio"

Mesmo com uma vitória do "14 de Março", analistas acreditam que haverá a formação de um governo de união nacional que agregasse as principais forças políticas da oposição.

O "14 de Março" recebe apoio dos Estados Unidos, que temiam um governo libanês controlado pelo Hezbollah, que consta na lista americana como grupo terrorista.

A atual maioria governista chegou ao poder em 2005, depois do assassinato do ex-premiê Rafik al-Hariri, pai do atual líder Saad al-Hariri, em um atentado à bomba em Beirute.

A Síria foi acusada de ordenar a morte de Hariri e a pressão da comunidade internacional forçou os sírios a retirar suas tropas do Líbano depois de 29 anos de presença militar no país. O governo sírio sempre negou veementemente qualquer envolvimento no atentado contra Hariri.

* Com AFP

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