Mergulhadores da polícia encontraram no rio Hudson, em Nova York, o corpo da herdeira de um conhecido jornal americano que teria se jogado da mesma ponte da qual seu padrasto pulou há 15 anos depois de matar a mãe dela. Segundo os jornais americanos, o trágico suicídio de Anne Morell Petrillo estaria ligado ao trauma enfrentado por ela quando perdeu a mãe, morta a marteladas pelo marido, Scott S.

Douglas, no quarto de Anne, em 1994.

Os jornais também destacaram as semelhanças entre as condições da morte de Anne e de Scott: ambos dirigiram um carro BMW até a ponte de Tappan Zee, pularam extamente do mesmo local e tinham a mesma idade, 38 anos.

Petrillo deixou um bilhete junto com sua carteira de motorista no BMW estacionado próximo à ponte de onde ela se atirou. Mas a polícia de Nova York não divulgou seu conteúdo.

Segundo depoimentos de vizinhos e amigos aos jornais, Anne nunca superou completamente a morte da mãe e, no último ano, tinha sido hospitalizada devido a depressão.

Anne tinha um filho de 13 anos, Michael, que vivia com o pai.

A mãe de Petrillo, Anne Scripps Douglas, era descendente de James E. Scripps, que fundou o jornal The Detroit News, em 1873. O irmão dele, E. W. Scripps, fundou a companhia E. W. Scripps Co., proprietária de jornais, canais de televisão e agências de notícia.

Anne Scripps Douglas teve duas filhas de seu primeiro casamento, Anne Morell Petrillo e sua irmã Alexandra e uma terceira, Victoria, do conturbado casamento com Douglas, marcado por episódios de violência doméstica.

Douglas era o pintor da casa de Anne Scripps quando eles se conheceram e, logo, se casaram. Segundo vizinhos, a polícia frequentemente era chamada para a casa da família e Anne Scripps Douglas procurou aconselhamento alegando que seu marido ficava violento quando bebia.

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