Hepatite C: identificada proteína bloqueadora do vírus

A identificação por pesquisadores franceses de uma proteína que bloqueia o vírus da hepatite do tipo C em uma etapa precoce de seu desenvolvimento abre novas perspectivas de terapia, visando a impedir o vírus de entrar nas células do fígado.

AFP |

Pesquisadores do Instituto de Biologia de Lille (CNRS/Universidades Lille 1 e 2/Instituto Pasteur de Lille), em colaboração com pesquisadores do Inserm e de um laboratório americano da Universidade de Stanford, isolaram uma proteína capaz de bloquear o vírus da hepatite C em um estágio precoce de seu ciclo infeccioso.

Esses trabalhos, que tiveram o apoio da Agência Nacional Francesa de Pesquisa sobre Aids e Hepatites (ANRS), estão publicados na revista americana on-line PLoS ONE. Segundo os cientistas, essas pesquisas "deixam entrever novas perspectivas no desenvolvimento de terapias, com o objetivo de bloquear o vírus antes que ele entre na célula".

A hepatite C, contra a qual não existe vacina preventiva, atinge cerca de 130 milhões de pessoas no mundo todo.

A infecção pelo vírus (VHC) é, freqüentemente, crônica, em 60% a 80% dos casos, e pode evoluir, em longo prazo, para uma cirrose e um câncer de fígado. Os tratamentos atuais têm uma eficácia limitada (cerca de 40% de fracasso) e apresentam efeitos colaterais significativos. Daí a importância de encontrar novas moléculas antivirais.

O VHC utiliza pelo menos três receptores, incluindo o CD81, para entrar na célula do fígado e infectá-lo.

Foi por intermédio do estudo das proteínas associadas ao receptor CD81 que os pesquisadores identificaram a molécula EWI-2wint, que impede o vírus de reconhecer o receptor CD81, que ele usa para entrar na célula.

A presença dessa molécula em outros tipos de células explicaria o motivo pelo qual elas não são infectadas pelo vírus da hepatite C, destacam os pesquisadores.

BC/tt/LR

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