Capriles vence primária e será rival de Chávez na eleição presidencial

Governador do Estado de Miranda obtém cerca de 62% dos votos e será candidato da oposição na Venezuela

iG São Paulo |

O governador do Estado venezuelano de Miranda, Henrique Capriles , venceu as primárias da oposição neste domingo e se tornou o candidato que enfrentará o presidente Hugo Chávez nas eleições presidenciais de 7 de outubro .

A chefe da Comissão Eleitoral de Primárias da Mesa da Unidade Democrática (MUD), Teresa Albanes, disse em entrevista coletiva que Capriles obteve 1.806.860 votos (cerca de 62%) contra 867.601 do governador de Zulia (oeste), Pablo Pérez, com 95% de votos apurados.

Leia também: Conciliador, Capriles adota discurso menos combativo que Chávez

Atrás de Capriles e Pérez ficaram a deputada Maria Corina Machado com 103.500 votos; o ex-embaixador Diego Arria, com 35.070, e o ex-sindicalista Pablo Medina, com 14.009.

O político de 39 anos é governador de Miranda (o segundo Estado mais populoso do país) desde 2008 e foi o mais jovem vice-presidente do extinto Congresso Nacional, chegando ao cargo aos 25 anos. De tom menos combativo que o presidente venezuelano, Capriles é visto por seus amigos e colegas de trabalho como conciliador.

“Ele tem o que chamamos aqui de sangue liviano, de quem está disposto ao diálogo, interage e escuta as pessoas. É por isso que alguns dizem que ele chega a ser benevolente com o chavismo. Ele é um tipo menos radical que outros opositores que estavam na disputa, como María Corina ou Diego Arria”, disse Leandro Area, integrante da equipe de análise de política externa que auxilia o candidato em seu plano de governo.

O discurso menos agressivo e combativo não significa, no entanto, pacifismo. A rivalidade com Chávez não é de hoje, e Capriles já esteve na mira do governo antes. Na época em que era prefeito do distrito de Baruta, onde fica Caracas, ele foi preso pelas forças de segurança chavistas por quatro meses, depois de ser acusado de instigar tumultos contra a embaixada de Cuba durante a tentativa de golpe frustrada contra Chávez, em 2002. O opositor nega as acusações, e grupos internacionais de direitos humanos o rotularam como prisioneiro político.

Com reportagem de Marsílea Gombata, iG São Paulo

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