Helicópteros brasileiros chegam à Colômbia para recolher reféns das Farc

BOGOTÁ - Os dois helicópteros brasileiros que neste domingo recolherão três policiais e um militar, que serão libertados pela guerrilha das Farc, chegaram na noite deste sábado à cidade de Florencia, no sul da Colômbia.

Redação com agências internacionais |

Os aparelhos pousaram às 19h no horário local (22h de Brasília), procedentes da cidade brasileira de São Gabriel da Cachoeira, segundo Ricardo Montenegro, assessor da senadora colombiana Piedad Córdoba, designada pelas Farc para receber os reféns.

Segundo Montenegro, os helicópteros partirão pela manhã em busca dos reféns em algum lugar das selvas do departamento de Caquetá, do qual Florencia (580 km a sudeste de Bogotá), é capital.

Córdoba é acompanhada por emissários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, pelo escritor Daniel Samper Pizano, pelo jornalista Jorge Enrique Botero, e por Olga Amparo Sánchez, defensora dos direitos humanos.

Os quatro membros das forças armadas a serem liberados neste domingo serão levados à cidade de Villavicencio (90 km a sudeste de Bogotá).

Segundo a rede de TV colombiana Canal Um, os policiais a serem libertados são Walter José Lozano Guarnizo, Alexis Torres Zapata e Juan Fernando Galicio Uribe, e o militar se chama William Giovanny Domínguez Castro.

AFP
Adesivo colado em carro dá boas-vindas a Alan Jara

Adesivo colado em carro dá boas-vindas a Alan Jara

Na segunda-feira, a comissão espera receber o político Alan Jara, ex-governador do departamento de Meta, sequestrado em 2001.

Em Villavicencio, capital de Meta, a segurança foi reforçada em torno do aeroporto Vanguardia. Nas ruas, é possível ver grande número de policiais e dezenas de cartazes dando boas-vindas a Alan Jara.

Na quarta-feira, a comissão segue para Cali (500 km a sudoeste de Bogotá) para a entrega de Sigifredo López, ex-deputado provincial refém desde 2002.

López é o único sobrevivente de um grupo de 12 deputados sequestrados por um comando das Farc na sede da Assembleia departamental de Valle del Cauca. Seus companheiros morreram em cativeiro em 2007.

Depois destas libertações, a principal guerrilha colombiana (formada por 7.000 combatentes, segundo o governo) ainda manterá em seu poder 22 militares e policiais.

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