Fontes locais afirmaram que todos os participantes da reunião morreram, entre eles alguns estrangeiros

Dirigentes da milícia radical islâmica somali Al Shabab, ligada à rede terrorista Al Qaeda, morreram neste domingo no ataque de um helicóptero não identificado na localidade de Marka, 90 quilômetros ao sul de Mogadíscio, disseram fontes locais.

Tal como disseram as fontes por telefone, o helicóptero, cuja nacionalidade não puderam precisar, voou a baixa altitude e bombardeou uma casa, situada no litoral de Marka, onde dirigentes do Al Shabab faziam uma reunião.

Fontes locais afirmaram que todos os participantes da reunião morreram, entre eles alguns estrangeiros, mas não puderam determinar o número de vítimas.

Mursal, um morador de Marka de 25 anos, disse à Efe por telefone que viu o ataque. "Os líderes do Al Shabab da região estavam reunidos com outros chegados de fora ontem à noite. Todos morreram no ataque, pois a casa ficou totalmente destruída".

"Entre os mortos há vários brancos. Não posso identificar sua nacionalidade, mas não são somalis", acrescentou Mursal.

O helicóptero, segundo ele, atacou a casa de diversos ângulos, antes que as forças do Al Shabab começassem a disparar contra a aeronave.

Porta-vozes do Governo e do Al Shabab não comentaram o ataque, embora ambos confirmem o incidente.

Uma fonte do Al Shabab em Mogadíscio, que pediu para não ser identificada, confirmou o ataque à Efe, mas evitou falar de vítimas.

A rádio oficial somali e a emissora independente "Radio Shabelle" também informaram sobre o ataque, mas também não precisaram o número de vítimas.

Centenas de combatentes estrangeiros ligados à Al Qaeda lutam com o Al Shabab para derrubar o Governo Federal de Transição da Somália, respaldado pela comunidade internacional, e estabelecer no país um estado muçulmano radical.

Desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barre, a Somália vive em estado de guerra civil, sem um Governo efetivo e com seu território controlado por milícias radicais islâmicas, senhores de guerra tribais e grupos armados.

O Governo Federal de Transição, liderado por Sharif Sheikh Ahmed, só tem o controle de algumas poucas áreas de Mogadíscio, entre elas o aeroporto e o Palácio Presidencial, graças ao respaldo de 7 mil soldados da Missão da União Africana na Somália (Amisom). EFE ia/sa

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