Teerã, 21 abr (EFE).- O número dois da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Olli Heinonen, continuará amanhã sua negociação em Teerã em uma tentativa de obter respostas claras às alegações ocidentais sobre supostos estudos nucleares de Teerã para fins militares.

Segundo fontes oficiais iranianas, Heinonen concluiu esta noite uma primeira rodada de conversas com o representante iraniano perante a AIEA, Ali Asghar Soltaniye.

Além disso, se reuniu com o assessor do Organismo de Energia Atômica do Irã, Mohamad Sayedi, entre outros analistas deste país, e amanhã deve se reunir com Yavad Vaidi, o assessor do Conselho Supremo da Segurança Nacional (CSSN), o organismo responsável da política atômica do país.

Heinonen, que chegou hoje ao Irã acompanhado de uma equipe de analistas da AIEA, não visitará, no entanto, instalações nucleares, e "deixará Teerã após concluir dois dias de conversas", informaram as fontes, citadas pela agência "Irna".

Teerã insiste em que a visita do responsável da AIEA é "normal e inscreve-se dentro da cooperação entre este país e a agência nuclear internacional", e reitera que "o Irã já respondeu a todas as perguntas relacionadas com suas atividades atômicas", segundo as mesmas fontes.

Além disso, o presidente iraniano, Mahumd Ahmadinejad, que este mês anunciou a instalação de seis mil centrífugas novas para o enriquecimento de urânio na central de Natanz (centro), sublinhou repetidamente que para os iranianos "o dossiê nuclear já está fechado".

Esta situação levou a vários comentaristas em Teerã a qualificar de "difícil missão" a viagem do número dois da AIEA ao Irã.

Segundo porta-vozes da AIEA, o principal objetivo da visita de Heinonen é obter respostas iranianas às alegações dos serviços secretos dos EUA e de outros países ocidentais acerca da suposta elaboração por Teerã de estudos nucleares secretos com fins nucleares.

"A negociação (de Heinonen em Teerã) é de todo modo um indício da boa intenção da República Islâmica, e uma prova que o programa iraniano é pacífico", acrescentaram as fontes.

Irã rejeita suspender o enriquecimento de urânio, tal como exige o Conselho de Segurança da ONU, ao considerar que "é um direito legítimo dos iranianos". EFE fa-msh/fb

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