Havel, Walesa e De Klerk pedem liberdade na Venezuela

Praga, 10 dez (EFE).- O ex-presidente tcheco Vaclav Havel e dois prêmios Nobel da Paz, o polonês Lech Walesa e o sul-africano Frederick Willem de Klerk, expressaram hoje sua preocupação pela situação da liberdade de expressão na Venezuela.

EFE |

Em declaração conjunta divulgada hoje em Praga por conta do Dia Internacional dos Direitos Humanos, os três, entre outras personalidades, manifestaram sua "preocupação pela situação da liberdade, da paz, do estado de direito e da democracia na Venezuela".

O documento foi também assinado pelo ex-presidente da Costa Rica Luis Alberto Monge; o ex-primeiro-ministro da Bulgária Philip Dimitrov; o primeiro chefe de Estado da Belarus após a dissolução da União Soviética, Stanislau Shushkevic; e o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu e líder da oposição bielo-russa Alexander Milinkevich.

Segundo os signatários, sob aparente liberdade e respeito a processos democráticos, na Venezuela se deteriorou a imparcialidade da lei, e se limitou "a liberdade individual dos venezuelanos, que se manifesta pela intolerância de permitir a discordância, a pensar diferente".

Em referência aos fechamentos de meios de comunicação, como a emissora de televisão "RCTV", a declaração denuncia "os mecanismos de perseguição contra aqueles que se pronunciaram contra um sistema como o atual, chegando inclusive à perda de sua liberdade de expressão e a manipulação de processos para poder calar sua voz de protesto".

Por último, pedem "a construção de um sistema judiciário imparcial e independente". EFE gm/jp

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