Havana culpa Obama por decisão do Supremo dos EUA sobre agentes cubanos

Havana, 15 jun (EFE).- A Presidência do Parlamento cubano afirmou hoje que os juízes da Corte Suprema dos Estados Unidos atenderam ao Governo do presidente americano, Barack Obama, ao se negarem a receber um pedido de apelação de cinco agentes da ilha presos nesse país por espionagem.

EFE |

Em uma nota divulgada pela imprensa oficial pouco após o anúncio da decisão em Washington, a Presidência da Assembleia Nacional cubana disse que "os juízes fizeram o que a Administração de Obama lhes pediu, apesar dos sólidos argumentos defendidos pelos advogados de defesa".

"A Corte Suprema rejeitou o caso, ignorando sua obrigação de fazer justiça. Mais uma vez, se manifesta a arbitrariedade de um sistema corrupto e hipócrita", acrescentou o comunicado.

"A luta deve se multiplicar até obrigar o Governo americano a pôr fim a esta monstruosa injustiça", diz a nota, que não leva o nome do presidente da assembleia, Ricardo Alarcón, o líder das até agora frustradas negociações cubanas para libertar os agentes.

As autoridades da ilha admitiram que Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González, detidos na Flórida em setembro de 1998, eram seus agentes, mas acrescentam que buscavam impedir atos terroristas contra Cuba e não representavam ameaça para a segurança dos EUA.

Os cinco foram julgados por um tribunal federal de Miami, que os declarou culpados em 2001 de atentar contra a segurança nacional americana e os condenou a penas que vão desde 15 anos de cadeia até a prisão perpétua.

Os advogados de defesa apresentaram recursos alegando que o julgamento em Miami, onde há uma forte comunidade de exilados cubanos, tornou impossível um processo justo. EFE am/bba

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