Paris, 20 jan (EFE).- O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, considera que existe um terreno comum para os interesses do Líbano e da Síria, mas que é preciso manter a calma e a paciência para viabilizar avanços, como aponta uma entrevista publicada hoje pelo jornal francês Le Monde.

Segundo Hariri, a "reconciliação" entre os dois países, precipitada pelo rei Abdullah da Jordânia, foi possível a partir do assassinato, em 2005, de Rafik Hariri, pai do atual primeiro- ministro, já que depois a Síria abandonou o Líbano.

Os avanços diplomáticos entre Beirute e Damasco destacados por Hariri contrastam com o temor mostrado pelo próprio primeiro-ministro libanês de uma "intervenção militar israelense".

"Tememos uma intervenção militar israelense", afirma Hariri, que mostra preocupação com o fato de na semana passada, em um único dia, 25 voos israelenses terem passado pelo espaço aéreo libanês.

Hariri critica o que, segundo ele, é a lógica israelense, que diz que atacar só o sul do Líbano não implica atacar todo o país.

O primeiro-ministro visita a França de hoje até a próxima sexta-feira. É sua primeira viagem oficial a um país ocidental desde a formação do novo Governo Líbano, no final de 2009. EFE jaf/rr

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.