Haniyeh convoca seu Governo após detenção de 160 integrantes do Fatah

Gaza, 26 jul (EFE).- O governante de Gaza, Ismail Haniyeh, do Hamas, convocou com urgência seu Governo para amanhã após a detenção de 160 pessoas próximas ao Fatah, suspeito de três atentados que mataram ontem sete pessoas.

EFE |

Haniyeh explicou em comunicado que instruiu as forças de segurança para que "encontrem os envolvidos neste horrível crime" e que os levem perante a Justiça "para dar exemplo a todos aqueles que tratam de derramar sangue palestino".

Milhares de simpatizantes do Hamas foram hoje aos funerais das vítimas, onde deram tiros para o alto, clamaram por vingança e sacudiram bandeiras verdes.

As forças de segurança do Hamas lançaram desde o início da manhã uma operação contra partidários, escritórios e organizações vinculadas ao Fatah - o partido do presidente palestino, Mahmoud Abbas -, na qual foram confiscados documentos e computadores.

Segundo o Centro Palestino pelos Direitos Humanos, com sede em Gaza, pelo menos 160 simpatizantes do Fatah foram detidos por causa dos atentados nos quais morreram cinco membros do braço-armado do Hamas, as Brigadas de Ezedín al-Kasam, além de uma menina e uma pessoa que passava pelo local.

Haniyeh disse hoje que estas ações são de responsabilidade da "facção traidora", termo empregado para designar o Fatah, cujas forças de segurança foram expulsas pelo Hamas em junho de 2007, que tomou o controle de Gaza.

O Fatah, no entanto, condenou os atentados - que atribui a desavenças internas no movimento islâmico - e "todas as subseqüentes e irresponsáveis medidas tomadas pelos golpistas" contra seu movimento.

Seu braço-armado, as Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, foi mais longe e advertiu ao Hamas que, se não acabar com as detenções nas próximas 12 horas deverá arcar com as conseqüências.

As Brigadas consideram o Hamas "plenamente responsável pela segurança dos membros em Gaza" e, se esta ficar vulnerável, realizarão ações de peso no terreno, disse à imprensa Abu Mahmoud, um porta-voz do grupo na Cisjordânia. EFE sa/ab/fal

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