Hamid Karzai elogia a nova estratégia dos EUA para o Afeganistão

O presidente afegão Hamid Karzai afirmou neste sábado à impensa que a nova estratégia dos Estados Unidos para a região é exatamente o que o Afeganistão esperava.

AFP |

"A revisão da estratégia corresponde exatamente ao quer o povo afegão quer e ao que pedimos. Por isso, damos nosso total apoio", declarou.

"Em particular, apreciamos a vontade de reforçar as instituições civis e militares afegãs. Confirmamos sem reservas nossa vontade de lutar contra a corrupção", acrescentou, enfatizando: "é ainda melhor do que esperávamos".

Karzai também afirmou que o Irã tem um importante papel a desempenhar na luta contra o extremismo islamita.

"O papel do Irã como vizinho do Afeganistão, como grande país da região e como país influente é valioso".

Karzai acrescentou que o plano americnao identificou claramente os problemas que afetam o Afeganistão, incluindo a influência da insurgência na fronteira com o Paquistão.

O presidente afegão enfatizou o reconhecimento "dos aspectos regionais da guerra contra o terrorismo e contra a Al-Qaeda, e o fato de que os ninhos terroristas, seus esconderijos e seus centros de treinamento não estão no Afeganistão".

Na sexta-feira, o presidente Barack Obama anunciou sua nova estratégia para eliminar o terrorismo no Afeganistão e seu vizinho Paquistão e foi firme em seu discurso ao alertar os terroristas dos talibãs e da rede Al-Qaeda: "nós vamos vencer".

Além de advertir que as conflituosas regiões fronteiriças do Paquistão são o lugar mais perigoso do mundo para os americanos, descreveu a rede Al-Qaeda como um 'câncer' que pode devorar o Paquistão.

Dessa forma, a nova estratégia situa a estabilização do Paquistão no centro do novo enfoque americano de combate à Al-Qaeda, o qual, segundo Obama, foi deixado de lado em função do Iraque.

"A Al-Qaeda e seus aliados, os terroristas que planejaram e apoiam os ataques de 11/9 estão no Paquistão e Afeganistão. Fontes da inteligência afirmam que a Al-Qaeda está ativamente planejando ataques nos Estados Unidos em seu abrigo seguro no Paquistão".

O presidente também pediu aos aliados dos Estados Unidos que se unam em um novo esforço civil para estabilizar o Afeganistão e advertiu que não fará "vista grossa" à corrupção do governo afegão, que prejudica a confiança da comunidade internacional em seus dirigentes.

Obama afirmou que, se o Paquistão não agir para controlar o terrorrismo, os Estados Unidos o farão.

Para isso, propôs estabelecer um novo grupo de contato no Afeganistão que inclua o Irã para resolver o problema dos talibãs e da insurgência da Al-Qaeda.

Segundo fontes da Defesa, o presidente americano quer o envio de mais 4.000 soldados ao Afeganistão para ajudar no treinamento das forças de segurança afegãs.

Paralelo a isso, anunciou uma ajuda de 1,5 bilhão de dólares a Islamabad para a luta contra o terrorismo

No mês passado, o governo dos EUA decidiu enviar 17.000 homens para reforçar seu contingente de 38.000 militares presente no Afeganistão.

No total, há mais de 75 mil soldados estrangeiros no Afeganistão, mas tal contingente não tem conseguido deter a escalada naquele país, onde os talibãs controlam diversas áreas.

Numa reação imediata, tanto o Afeganistão como o Paquistão saudaram a estratégia anunciada por Obama.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, agradeceu a intenção dos Estados Unidos em "reforçar a democracia" e sua decisão de triplicar a ajuda ao Paquistão, informou a agência estatal de notícias de Islamabad APP.

ddl/cn

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