Hamdan deixa sala de audiência de seu processo em Guantánamo

O ex-motorista de Osama bin Laden Salim Hamdan se retirou por uma hora da sala de audiência, onde acontece seu processo, em Guantánamo, nesta quarta-feira, em protesto pela difusão de dois vídeos sobre seus primeiros interrogatórios, no final de 2001.

AFP |

"Quando estou lá, meus advogados podem falar, quando não estou, não podem", declarou Hamdan, após ser interrogado sobre as razões de sua saída da sala pelo presidente Kish J. Allred, um juiz militar.

Um dos advogados explicou que seu cliente não quer "ver esse vídeo".

"Continuaremos vendo esse vídeo, porque é uma prova", insistiu o juiz Allred, mas o acusado saiu da sala, vigiado por dois militares.

Na metade da difusão do segundo vídeo, Hamdan retomou seu lugar entre seus advogados. Antes do final da gravação, o acusado tomou a palavra, pedindo à corte "desculpas" por seu comportamento, resultado do desacordo com um dos advogados.

Antes disso, os membros do tribunal militar abordaram o dia-a-dia do chefe da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden, entre 1998 e 2001, período durante o qual o réu trabalhou como motorista.

Citado pela acusação, Ali Sufan, um agente do FBI especializado na Al-Qaeda, que fala árabe fluentemente e interrogou o acusado várias vezes entre 2002 e 2003, detalhou as relações entre Bin Laden e seu motorista.

A primeira troca entre ambos foi pautada pela confiança mútua, já que Hamdan é originário da mesma região do Iêmen do pai de Bin Laden, contou o agente.

Segundo Sufan, o líder terrorista estava cercado de funcionários fiéis, que se entendiam muito bem entre si e lhe professavam uma admiração sem limites.

lum/tt/LR

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