O grupo militante islâmico Hamas anunciou o fim da trégua de seis meses com Israel na Faixa de Gaza. O grupo já havia anunciado que não ia renovar a trégua, que expirou nesta sexta-feira de manhã.

O acordo havia sido fechado em 19 de junho, mas foi quebrado regularmente por ataques de foguetes palestinos contra Israel e operações militares israelenses em Gaza.

O governo de Israel declarou que gostaria de renovar a trégua, mas o Hamas responsabiliza o país pelo bloqueio à Faixa de Gaza, que tem impedido a entrada de alimentos e combustível no território palestino.

Autoridades israelenses, entretanto, defendem o bloqueio, dizendo que ele é necessário para isolar o Hamas e impedir que militantes palestinos disparem foguetes contra cidades israelenses na fronteira.

Os dois lados se acusaram mutuamente de violar o pacto. Com o fim do prazo para sua renovação, ambos disseram que iam responder a ataques do outro lado, mas não tomariam a ofensiva.

"Estamos lançando um alerta ao inimigo sionista: todos os ataques contra a Faixa de Gaza ou qualquer outro novo crime irão detonar um confronto de grande escala que será retaliado com força", disse a declaração do Hamas.

Falando ao jornal israelense Haaretz antes do fim do cessar-fogo, o ministro da Defesa, Ehud Barack, disse que a trégua havia sido positiva. "Claro que a tahadiyeh (calma) não foi um erro", disse Barack.

"Se a calma continuar, vai haver calma. Se acabar, nós vamos agir."
Mas nas últimas semanas houve vários incidentes violentos com facções palestinas lançando foguetes de gaza contra Israel, e Israel respondendo com ataques aéreos.

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