Hamas suspeita que país árabe matou dirigente do movimento, diz jornal

Jerusalém, 2 fev (EFE).- O movimento islamita palestino Hamas suspeita que algum país árabe possa estar por trás do assassinato de Mahmoud al Mabhuh, um de seus dirigentes, morto em Dubai há duas semanas, em vez do Mossad (serviço secreto israelense), como se pensou em um princípio.

EFE |

Resultados preliminares da investigação realizada pelo Hamas que chegaram ao jornal israelense "Ha'aretz" apontam que Mabhuh tinha inimigos em todo o Oriente Médio e era foragido da Justiça do Egito e da Jordânia.

"A investigação preliminar sugere que o assassinato foi possivelmente cometido por agentes de um Governo árabe e não pelo Mossad", sustenta o jornal.

Mabhuh, de 50 anos e um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, foi encontrado morto em um hotel de Dubai. Aparentemente, ele foi vítima de um ataque cardíaco que pode ter sido provocado pela injeção de alguma droga.

Seus assassinos colocaram o sinal de "não perturbe" na porta de seu quarto em 19 de janeiro. O cadáver foi descoberto no dia seguinte.

Desde então, o Mossad foi o principal alvo das acusações dos investigadores locais e do movimento islamita palestino, que assegurou que vingaria a morte de seu dirigente.

Israel não confirmou ou desmentiu qualquer informação sobre o assassinato de Mabhuh, que ocorreu três dias depois da primeira visita Unidos de um ministro israelense - o de Infraestrutura, Uzi Landau - aos Emirados Árabes Unidos.

Neste último domingo, Landau declarou que sua viagem não serviu para disfarçar uma operação do Mossad e que nenhum agente da entidade o acompanhou em Dubai.

A Polícia de Dubai anunciou hoje que publicará as fotografias dos supostos assassinos, uma quadrilha de sete pessoas, segundo as investigações. EFE elb/bba

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