Hamas rejeita libertar soldado israelense em troca de abertura de Gaza

CAIRO - O líder do Hamas, Khaled Mashaal, afirmou nesta quarta-feira que o grupo rejeita a libertação do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit em troca de que Israel abra as passagens fronteiriças de Gaza.

EFE |


Mashaal fez a declaração durante um discurso em Doha, retransmitido pela televisão Al Jazira, durante sua participação em uma conferência que foi chamada de "Gaza venceu".

"Em resposta às declarações de (primeiro-ministro israelense, Ehud) Olmert, nas quais disse que Israel não abrirá as passagens até que Shalit seja libertado, confirmo, em nome do Hamas, que não vamos equiparar a abertura das passagens com (a libertação de) Shalit", disse Mashaal.

Na manhã desta quarta-feira, Olmert assegurou, em reunião com o novo enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que a reabertura das passagens fronteiriças com Gaza depende dos avanços para a libertação do soldado Shalit, sequestrado em junho de 2006, nas proximidades da Faixa de Gaza, por vários milicianos palestinos.

O porta-voz do primeiro-ministro israelense, Mark Regev, disse à Agência Efe que Olmert afirmou a Mitchell que os postos fronteiriços "hoje estão abertos sem limite para a ajuda humanitária, mas seu funcionamento normal e permanente só poderá acontecer quando se avançar na libertação de Shalit".

Além disso, o dirigente do Hamas destacou que "é preciso equiparar o assunto de Shalit com a libertação de nossos presos nas prisões do inimigo".

Durante sua visita a Doha, a delegação do Hamas manteve uma reunião com o emir do Catar, xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, segundo a agência oficial de notícias catariana "QNA".

A fonte afirmou que, durante esse encontro, as partes trataram da situação nos territórios palestinos, mas não ofereceu detalhes sobre as conversas.

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