Hamas rejeita inclusão de soldado sequestrado em acordo de trégua com Israel

Gaza, 13 mai (EFE).- O movimento radical islâmico Hamas rejeitou hoje a possibilidade de incluir em um possível acordo de trégua com Israel a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas e mantido em cativeiro na Faixa de Gaza.

EFE |

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, condicionou ontem um possível acordo de cessar-fogo com o Hamas à libertação de Shalit, capturado há quase dois anos.

"A libertação prévia de Shalit faz parte da resolução da situação na Faixa de Gaza", disse Olmert, após se reunir com o chefe do serviço de Inteligência do Egito, o general Omar Suleiman, que lhe apresentou uma proposta de trégua, negociada pelo Cairo, com o Hamas e outras facções armadas de Gaza.

Por sua parte, Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas em Gaza, disse hoje à imprensa que "relacionar a libertação de Shalit com a possibilidade de uma trégua é uma forma indireta de os israelenses escaparem da iniciativa egípcia".

O jovem soldado foi capturado em 25 de junho de 2006, por três milícias palestinas, entre elas o braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam.

O grupo islâmico exigiu a libertação de 1.500 presos palestinos em prisões israelenses em troca da libertação de Shalit.

"O movimento Hamas não ficará esperando uma resposta por parte dos sionistas (Israel). Seguiremos empregando todos os meios possíveis a fim de confrontar as agressões diárias e conseguir a suspensão do bloqueio a Gaza", afirmou Abu Zuhri.

O porta-voz acrescentou que Israel "não leva a sério os esforços egípcios", e que seu movimento "ofereceu todas as facilidades possíveis para que a iniciativa prosperasse".

"Mas parece que a ocupação não está interessada nestes esforços", criticou.

Após a última rodada de diálogo mantida no Cairo, no mês de abril, Hamas ofereceu um cessar-fogo de seis meses em Gaza, com a condição de que Israel suspenda o bloqueio que mantém a este território palestino, e permita a abertura do posto fronteiriço de Rafah. EFE Sar/gs

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