Cairo, 6 set (EFE).- O dirigente do movimento islâmico Hamas, Khaled Meshaal, insistiu hoje, no Cairo, em que não se pode realizar eleições presidenciais e legislativas palestinas sem que haja uma reconciliação nacional.

Após uma reunião com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, Meshaal disse, em entrevista coletiva, conjunta que seu grupo advertiu "do perigo de que aconteçam eleições (previstas para janeiro de 2010) dentro da Organização para a Libertação da Palestina, longe do acordo e da reconciliação".

Segundo o dirigente do Hamas, os responsáveis egípcios, que se encarregam de mediar no diálogo de reconciliação, devem apresentar nos próximos dias às diversas facções palestinas rivais uma proposta.

"Estamos dispostos a tratar de uma maneira positiva a proposta egípcia para alcançar a reconciliação o mais rápido possível e preparar o ambiente para o pleito", disse Meshaal, que vive exilado em Damasco.

As autoridades egípcias convidaram recentemente as facções palestinas a assinar um acordo de reconciliação no Cairo, depois da festa muçulmana do Eid ul-Fitr, que será realizada no final deste mês, no fim do Ramadã.

Meshaal denunciou também que os dirigentes do Fatah adiaram o diálogo em duas ocasiões.

Sobre o conflito palestino-israelense, Meshaal advertiu aos países árabes sobre aceitar as propostas americanas e israelenses para normalizar as relações com o Estado judeu.

A este respeito, Meshaal reiterou a rejeição de seu movimento a aceitar uma interrupção temporária da construção de assentamentos israelenses nos territórios palestinos, em troca da retomada das negociações com Israel e da normalização das relações com este Estado pelos países árabes.

Moussa também disse que, se qualquer país árabe tomar um passo rumo à normalização com Israel, "haverá uma resposta muito dura", mas não deu mais detalhes sobre isso.

Quanto à situação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por várias milícias palestinas perto da fronteira com Gaza, Meshaal disse que "houve avanços", graças à mediação alemã para a libertação do militar através de uma troca de prisioneiros.

No entanto, o líder do Hamas disse que o processo "ainda está no início". EFE hh/an

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