Hamas rejeita eleições gerais antecipadas

O movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, rejeitou neste domingo a antecipação das eleições gerais em caso de fracasso do diálogo interpalestino com o movimento rival, o moderado Fatah, como havia anunciado o presidente palestino Mahmud Abbas.

AFP |

"Rejeitamos a convocação de eleições (pelo presidente Mahmud Abbas) que são ilegais e inconstitucionais", declarou à AFP um porta-voz de Hamas en Gaza, Fawzi Barhum, assegurando que a lei fundamental palestina (Constituição) não autoriza o Abbas a convocar uma eleição desse tipo.

O presidente palestino "deseja principalmente prolongar seu mandato e continuar as negociações com Israel", acrescentou.

A data de vencimento do mandato de Abbas é alvo de uma grande polêmica entre Fatah e Hamas, que já deixou claro que não o reconhecerá como presidente palestino depois de 8 de janeiro.

O Hamas se baseia na Constituição da Autoridade Palestina, que estabelece quatro anos de mandato para seu presidente. Abbas foi eleito no dia 8 de janeiro de 2005.

Já o Fatah se apóia na lei eleitoral, que estipula que as eleições presidenciais e legislativas devem ser realizadas no mesmo dia, o que faz que o mandato de Abas deva ser prolongado por um ano, já que o Parlamento atual -dominado pelo Hamas- foi eleito em janeiro de 2006, para um mandato de quatro anos.

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