O Hamas rejeitou nesta quarta-feira as acusações proferidas pela Anistia Internacional (AI), que denunciou em relatório abusos cometidos em Gaza pelos islamitas palestinos contra membros do partido rival Fatah ou contra colaboradores.

"O relatório da AI e as acusações contra o Hamas sobre violações cometidas em Gaza são parciais", afirmou o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, em comunicado.

O relatório se baseia em "histórias imaginárias relatadas a um represenntante da ONG por uma única parte. A outra parte não foi ouvida, o que contradiz os princípios mais elementares" de uma investigação séria, acrescentou.

A organização de defesa dos direitos humanos alegou ter solicitado uma reunião com dirigentes do governo do Hamas na Faixa de Gaza, mas afirmou que o encontro foi cancelado na última hora.

"Uma reunião estava prevista no dia 1 de fevereiro com o porta-voz da administração do Hamas, Taher al-Nunu, mas ele desmarcou de última hora. Nenhum outro encontro pôde ser organizado antes da saída dos representantes da AI da Faixa de Gaza", explicou a ONG em seu relatório.

Desde o fim de 2008, durante e depois da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, "as forças e as milícias do Hamas em Gaza conduzem uma campanha mortífera de sequestros, assassinatos, tortura e ameaças de morte contra os que acusam de colaborar com Israel, assim como contra opositores e qualquer pessoa que critique o movimento", denunciou a AI em comunicado publicado na terça-feira.

"Cerca de 20 homens foram assassinados por militantes do Hamas, que também atiraram nos joelhos ou nas pernas de vários outros", declarou a ONG, destacando que "em muitos casos, o objetivo era provocar lesões irreversíveis".

mel/yw

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