O Hamas rejeita a resolução do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo imediato porque considera que a mesma não beneficia o povo palestino, afirmou nesta sexta-feira, no Líbano, Raafat Morra, dirigente do movimento islamita.

"Esta resolução não leva em conta as aspirações nem os principais objetivos do povo palestino", insistiu.

Mais cedo, outro alto dirigente do Hamas afirmou que a resolução do Conselho de Segurança não afeta o grupo, apesar de não ter rejeitado o texto de modo explícito.

"Apesar de sermos os principais atores na Faixa de Gaza, ninguém nos consultou sobre esta resolução e não levaram em consideração nossa visão, nem os interesses de nosso povo", afirmou à AFP Ayman Taha, alto dirigente do Hamas.

"Em consequência, consideramos que a resolução não nos diz respeito e, quando as partes pretenderem aplicá-la, deverão tratar com os que são responsáveis pela região", acrescentou, em uma referência ao Hamas.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na noite de quinta-feira um pedido de cessar-fogo "imediato e duradouro" na Faixa de Gaza, que leve à "total retirada" das forças israelenses do território.

A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, "condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo", sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.

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