Cairo, 6 fev (EFE).- O dirigente número 2 na hierarquia do Hamas, Moussa Abu Marzuk, reiterou sua rejeição a vincular a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, que mantém em cativeiro, com o fim do bloqueio de Israel a Gaza em declarações publicadas hoje pelo jornal árabe Al-Hayat.

"Rejeitamos totalmente relacionar a libertação do militar israelense Gilad Shalit com o fim do bloqueio", afirmou Abu Marzuk, que vive exilado em Damasco.

Abu Marzuk assinalou que a libertação de Shalit, capturado em junho de 2006 por milicianos palestinos em Gaza, nunca ocorrerá a menos que em uma troca de prisioneiros.

"Nunca sucumbiremos ao 'suborno'", disse o dirigente do grupo islamita, que controla a Faixa de Gaza desde que a tomou pelas armas da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Há dois dias, outro membro do Hamas, Salah Bardawil, integrante da equipe que negocia no Cairo uma trégua permanente com Israel, revelou que os israelenses tinham oferecido permitir a entrada em Gaza de 75% dos produtos que atualmente proíbe, em troca da entrega de Shalit.

Por outro lado, Abu Marzuk, assinalou que seu grupo continuará fiel a suas posturas até que, segundo ele, "os palestinos obtenham seus direitos".

"Como é possível que o povo palestino sobreviva, enquanto Israel segue rejeitando a abertura das fronteiras e o levantamento do embargo?", perguntou o chefe do Hamas.

Segundo Israel, o fechamento das fronteiras é necessário para impedir que o Hamas receba armas contrabandeadas para atacar seu território.

Por outro lado, Abu Marzuk tachou de "inaceitáveis" as informações que apontam a que poderia haver outra ofensiva israelense sobre Gaza contra os dirigentes do Hamas.

Israel atacou a Faixa de Gaza durante três semanas, em uma ofensiva que deixou quase 1.400 mortos, após ser atacada com foguetes pelo Hamas durante 11 dias, em dezembro EFE nq/jp

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