Hamas prende mais dois suspeitos pela morte de ativista italiano

Homens foram detidos suspeitos de envolvimento no assassinato de Vittorio Arrigoni, defensor da causa palestina

EFE |

O Ministério do Interior do Governo do Hamas na Faixa de Gaza informou, neste sábado, que foram detidos dois novos suspeitos pelo assassinato do ativista italiano Vittorio Arrigoni, encontrado morto na madrugada de sexta-feira após ser sequestrado no dia anterior por um grupo salafista pró-Jihad.

Reuters
Vittorio Arrigoni, em foto tirada em outubro de 2008

"As forças de segurança detiveram dois suspeitos, que estão sendo interrogados, e continuam perseguindo todos os militantes do grupo autor do sequestro e assassinato do ativista italiano", diz um comunicado divulgado pelo Ministério do Interior do Hamas. Os dois detidos se somam a outros dois homens que foram detidos no edifício onde foi encontrado o corpo de Vittorio Arrigoni na madrugada da sexta-feira.

Desde que o crime foi registrado, as forças de segurança do Hamas entraram a força em casas de seguidores de grupos salafistas e detiveram cerca de 10 pessoas, que estão sendo interrogadas a fim de que possam oferecer alguma informação que possa ajudar na busca pelos assassinos.

Arrigoni chegou à Faixa de Gaza em agosto de 2008 em um navio de solidariedade fretado por organizações internacionais de apoio aos palestinos. O objetivo era transportar produtos à faixa a fim de romper o ferrenho bloqueio submetido por Israel desde junho de 2007.

Desde então, o italiano trabalhava em projetos de sensibilização e apoio à resistência não violenta contra a ocupação israelense dos territórios palestinos, através da organização Movimento Internacional de Solidariedade com a Palestina. Na manhã da quinta-feira, o ativista de 36 anos foi sequestrado por desconhecidos quando se dirigia a um restaurante.

Horas depois aparecia um vídeo na internet que lhe mostrava com os olhos vendados e sinais de violência no rosto, e um grupo que se autodenominava "Brigada dos Companheiros do Cavalheiro do Profeta Maomé" dava ao Hamas um prazo de 30 horas para libertar a todos os salafistas em prisão, sob ameaça de matar o ativista.

O vídeo afirmava que a Itália "é o estado dos infiéis, cujo Exército luta em países muçulmanos". Antes que transcorresse o prazo, as forças do Hamas acharam o corpo de Arrigoni em um apartamento vazio alugado no norte da faixa. O assassinato comoveu os palestinos que rejeitaram e condenaram todas as facções palestinas, assim como da comunidade internacional.

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