Hamas oferece a Israel um ano de trégua

Gaza, 26 jan (EFE).- O Hamas ofereceu a Israel um ano de trégua, em negociações indiretas que mantém através do Egito, confirmaram hoje fontes do grupo na Faixa de Gaza .

EFE |

O Hamas aceitará uma trégua "que garanta que Israel se comprometa a interromper o bloqueio e abrir totalmente os cruzamentos fronteiriços", declarou à Agência Efe um representante do Hamas que pediu para não ser identificado.

"A delegação que está no Cairo está autorizada não apenas a abordar assuntos da trégua e a reabertura dos cruzamentos, mas também outros como a reconciliação interna palestina", declarou.

As negociações que acontecem na capital egípcia são lideradas pelo enviado do Ministério da Defesa israelense, Amos Gilad, pelo chefe da Inteligência egípcia, Omar Suleiman, e pelo representante do Hamas, Ayman Taha.

A imprensa palestina disse que o Hamas poderia se comprometer a um período de cessar-fogo temporário de até 18 meses, enquanto Israel estaria apostando em uma calma de até dez anos.

Segundo informações dadas por Taha à emissora "Al Arabiya", o objetivo das conversas é conseguir uma trégua que tenha "melhores garantias" que a que se desenvolveu nos últimos seis meses de 2008.

"Israel sugeriu que poderia aceitar uma trégua de 18 meses em troca de reabrir as passagens fronteiriças e interromper parcialmente o bloqueio, mas o Hamas o rejeita: o bloqueio deve terminar completamente", declarou Taha.

O líder do Hamas Ismail Raduan disse ontem aos jornalistas em Gaza que "as conversas no Cairo têm por objetivo conseguir um cessar-fogo limitado que não exceda um ano".

"Não aceitaremos uma trégua longa que acabe com a resistência armada, pois a resistência é um direito legal do povo palestino enquanto existir a ocupação", declarou Raduan.

O Hamas também não aceitará "nada menos que a reabertura de todos os postos fronteiriços entre Gaza e Israel e também da passagem de Rafah entre Egito e Gaza. Simplesmente, não aceitaremos uma trégua que não acabe com a agressão (israelense)", declarou.

Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse hoje: "Acho que estamos ante o início de um longo período de calma no sul (de Israel), que é resultado da dissuasão que alcançamos".

Barak também expressou sua confiança de que "haverá um estímulo no processo para trazer Gilad Shalit (soldado israelense preso em Gaza desde junho de 2006) para casa". EFE sa'ar/fal

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